BangKok, muito além de Hangover

IMG_0078Segunda feira. O jet leg nos pegou novamente no terceiro dia. Todos acesos às 4:20 da manhã. Desci para um café da manhã de madrugada com a minha filha. Resolvi sair sozinho para uma caminhada. Como era bem cedo, pude fazer o trajeto como se eu fosse um tailandês indo trabalhar. Acompanhei trabalhadores saindo da balsa e seguindo até a obra de um imenso arranha céu. Interessante ver a grande quantidade de mulheres trabalhando em obras. Elas parecem fazer de tudo, sem restrição. Fantástico. O povo Tailandês é bem calmo. E silencioso. Apesar do caótico transito, não tem barulho. Mesmo em grandes multidões, tudo é bem calmo. Interessante observar logo cedo a quantidade enorme de oferta de comidas que mais parecem almoço. Eles não parecem distinguir café da manhã e almoço. Pessoas estão pelas ruas logo cedo comendo frango, nuddles, carne de porco, arroz, feijão. Muita comida vendida na rua. Os cheiros são bem variados. Muitas frutas também. De várias cores e tamanhos. Te uma fruta bem peculiar, parece uma mistura de goiaba e maçã. A minha caminha terminou no Sky bar. Onde tem uma vista espetacular para toda a cidade e ali também foi filmado o famoso “ Se beber não case”. Ainda pela manhã, depois de nossa filha aproveitar a piscina, pegamos um metrô novamente para a parte moderna, Siam. Andamos muito por ali. Vimos uma exposição de quadros e almoçamos novamente no variada praça do Paragon. Novamente Pad Thai.

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E experimentamos bolos e chás. E seguimos de Tuk-Tuk para o museu antiga casa de Jim Thompson. Fiz o tour tradicional da casa. Trata-se de um americano que se radicou na Tailândia logo após a segunda guerra. Ele começou a exportar a ceda da Tailândia para os Estados Unidos, um ceda diferente da produzida na China. A casa, muito agradável e cheia de artigos da cultura local, foi construída ao lado onde os artesões produziam a ceda e com fundo para o canal. Ainda é um canal navegável. Havíamos chegado de Tuk Tuk por ali, mas aproveitamos para pegar um dos ônibus barco no canal, que nos levou para outro lado da cidade. Fomos parar numa área bem movimentada. O barco andava em alta velocidade e tínhamos que segurar uma lona para que a água não molhasse os passageiros.

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Bangkok, ah Pad Thai

IMG_0770Domingo. Com o fuso todo trocado, acordamos bem cedo. Houve tempo para dois cafés da manha. Um às 4, outro às 8. Nosso hotel fica na beira do rio. O movimento de barcos é bem grande. Entretém. Pegamos um transfer do hotel até a linha de metro mais próxima. Nesse rápido percurso, conhecemos um empresário canadense que vive 6 meses trabalhando, seis meses viajando. Parece mais um aposentado. A empresa é grande e esta testando para ver se as pessoas podem liderar o negocio sem ele. O metro de Bangkok corta toda a cidade. É de superfície e propositalmente suas curvas vai tornando a vista muito agradável. Dá para ter uma noção clara que também existe uma cidade Bangkok muito moderna. Nossa primeira parada naquela manhã foi o Mercado de fim de semana Chatuchak. É um campo imenso cheio de barracas de tudo quanto é tipo de produtos. Tem bugigangas mas também muitos artigos originais e finos. Foi bastante cansativo passar a manhã la; mas é uma imersão as coisas mais estranhas da Tailândia. Valeu muito a pena. A culinária é muito rica e diversificada. Experimentei o sorvete de cujo Tailandês, que contem outros ingredientes. Tem até arroz e feijão doce misturado. Comeria de novo, com certeza. Depois do mercado,havia chegado a hora de conhecer a parte moderna da cidade. E almoçamos no requintado shopping Paragon. Tem uma área de alimentos com uma variedade imensa da rica culinária tailandesa.

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E experimentamos, então, o prato mais famoso: Pad Thai. Depois continuamos a caminhada atravessando outros shoppings até chegar no MBK, uma espécie de Shopping 25 de março, requintado, mas com muita coisa falsa. Valeu pela curiosidade. No final da tarde pegamos um ônibus – mais uma inesquecível aventura pelas ruas movimentada de Bangkok – sentido a Koe san, a rua mais famosa da cidade. Cheia de barzinhos, comida esquisita – até mesmo insetos – e viajantes de todos os lugares do mundo. Durante a noite, fizemos a volta para o hotel através de barco. Foi uma dos passeios mais agradáveis até aqui. Vimos a maioria dos pontos turísticos famosos, todos bem iluminados, e uma quantidade enorme de barcos circulando pelo rio. É uma Bangkok inesquecível. E lembrando, que esse nem era um barco turístico, mas sim um transporte local como outro qualquer.

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Bangkok, primeiro dia

IMG_2066Nosso primeiro dia “inteiro” em Bangkok começou no Grand Palace. Pegamos transporte publico para chegar até lá. Como estamos hospedados na beira do rio Chao, bastava apenas pegar os ônibus de rio. Parece até que eles pegaram os ônibus de rua de São Paulo e jogaram aqui no rio. É bem barulhento, o aspecto interno é o mesmo de um ônibus, pára nos pontos e tem motorista e cobrador. A água chega a bater quase na janela. Ele segue desviando das outras embarcações e te entrega em frente ao complexo do Grand Palace. É um lugar enorme,com templos e mais templos. Para criança isso pode ser bem cansativo. Mas dependendo de como você entretém de um templo e outro, ela pode se divertir muito. Dali fomos para o templo do Buda reclinado. É um Buda imenso, literalmente deitado, onde o espaço em sua volta é um memorial para pessoas já mortas. No fundo do parque está a primeira escola de massagem da Tailândia. A July teve a oportunidade de fazer uma que durava meia hora e que, segundo ela, é contraditoriamente dolorida, mas também relaxante. Seguimos nossa caminhada em direção a ChinaTown. Sim, os chineses estão em todos os lugares do mundo! Saímos do restaurante, pegamos o primeiro ônibus que passou na frente. Nem bem pisamos dentro do ônibus e as pessoas já foram se levantando e cedendo lugar pra gente. O Tailândia está sempre sorrido e literalmente parece se importar com o outro. Mais de uma vez vi alguns mendigos ou enfermos segurando plaquinhas com a descrição da doença e vi transeuntes tomando um bom tempo na leitura do cartaz e ajudando a pessoa. Não são alheios.

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Nosso ônibus era bem velho. O motorista não usava cinto e ainda assistia seu programa favorito no celular. O transito parado e dezenas de Tuk-tuks tentando ultrapassagem. O percurso foi longo e fomos entretidos pelo surpreendente caminho, passando por outros templos budistas que não estavam na lista de roteiro turístico. Por sorte não estávamos longe do hotel. Nessa altura nossa filha já estava em sono profundo. Como os horários estavam trocados, acabou acordando as 2 da manha, como se fosse às 8.

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Bangkok, a chegada

IMG_0040“Without and within”. Esse é o titulo do livro de cabeceira em nosso quarto de hotel em Bangkok. Foi assim que fomos recepcionados: Um livro de perguntas e respostas sobre o budismo. O tailandês já nasce budista. Todo mundo discute se budismo é uma religião. Quando mais eu leio, quanto mais eu interajo com o que está por trás do budismo, mais eu me convenço que é um processo de educação. Não é uma religião. É na verdade a educação da mente e sua relação com o corpo. Numa conversa mais reservada com um tailandes voce tem a clara percepção de que ele esta sempre num momento mágico de felicidade. As dificuldades do dia a dia, que parecem ser muitas, desde trânsito caótico em Bangkok até no precário saneamento básico, são compensados por tais fundamento. Certamente o budismo está permeando sua paciência, sua maneira de ver a vida e o conceito de prosperidade não esta nada relacionado com a ambição capitalista de prosperidade.

Dias antes de nossa partida de Sao Paulo, sabendo que estávamos prestes a entrar numa imersão ao budismo, uma vez que tudo nessa viagem esbarraríamos nisso, buscamos aumentar ainda mais nosso conhecimento prévio.

Eis então que fomos conhecer um grupo de monges budistas morando perto da nossa casa. Logo que dobramos a esquina avistamos uma senhora e um rapaz em frente a casa de alguns budistas. Um outro vizinho havia se prontificado a me acompanhar. A senhora e o rapaz pareciam bastante surpresos com nossa presenca. Explicamos que estávamos ali penas para ver se eles tinham informações sobre que o budismo no sudeste asiático. Ela parecia não saber muita coisa e logo foi apontando para um Land Hoover que chegava trazendo os monges. Um dos monges foi bem solicito. Deu algumas dicas sobre como deveriamos nos precaver em não beber agua que nao fosse filtrada. Perguntei se ele tinha alguna dica de como interagir com os locais. Ele foi dizendo: “veja, para essas pessoas voce é branco, e branco é estrangeiro; estrangeiro é sinonimo de dinheiro. Logo, historia triste, né?.“. Aquilo me tocou. Sim, história triste essa a minha. Pensei: “Sim, faz sentido. Eu vivo num mundo de bens materiais. Levando em consideracao a vida de um monge, a minha história é definitivamente triste. Estou de fato buscando paz mental. Acabar de vez com a inquietude desse mundo ocidental”. Mas creio que não foi bem isso que ele queria dizer. Ele foi desenvolvendo mais sua fala e creio que em certo momento o que ele na verdade queria dizer è que o locais, e nao os monges, vivem num pais bem pobre e as histórias deles é que é bem triste. Não me surpreende. Mas preferi ficar com o ensinamento da primeira interpretação.

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Depois de uma noite de descanso em Dubai, das longas horas de voo desde o Brasil, chegamos em Bangkok na sexta feira à noite. Mal chegamos, jogamos as malas e saimos para conhecer a cidade. Eu particularmente estava ansioso para visitar as ruas exóticas, cheias de novidades. Fomos para o mercado Patgong Night Street. Mercado de rua com produtos chineses, casas noturnas, e comida de rua das mais variadas. O cheiro era mesclado. Quem não tem estomago pode passar muito mal por ali. Foi uma caminhada para ter a primeira impressão. Encontramos até animais exóticos no mercado e nossa filha pode até passar as mãos num enorme lagarto.

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Liubliana, Eslovênia

Em duas horas estávamos no Mar Adriático, na cidade de Opatije. Um linda vista para o mar, um grande volume iates e lojas muito requintadas. Mas chovia. Isso atrapalhava o passeio. Mesmo assim, exploramos o que pudemos. Andamos por toda a orla, passando pelas marinas ate desembocarmos num oásis coisas gostosas, o café do térreo do Hotel Continental. Para um dia chuvoso, aquele era o lugar perfeito para tomar café, sorvete e chocolate. Na hora do almoço seguimos para a Eslovénia. Primeira parada, Libliana, a capital.Almoçamos num restaurante por quilo logo que chegamos na cidade. Surpreendente encontrarmos algo assim fora do Brasil. Foi prático e sobrou tempo para andarmos pela cidade na parte da tarde. E andamos muito, nos apaixonamos pelo centro antigo.

Opatije, Croácia

Em duas horas estávamos no Mar Adriático, na cidade de Opatije. Um linda vista para o mar, um grande volume iates e lojas muito requintadas. Mas chovia. Isso atrapalhava o passeio. Mesmo assim, exploramos o que pudemos. Andamos por toda a orla, passando pelas marinas ate desembocarmos num oásis coisas gostosas, o café do térreo do Hotel Continental. Para um dia chuvoso, aquele era o lugar perfeito para tomar café, sorvete e chocolate. Na hora do almoço seguimos para a Eslovénia.

Zagreb, Croácia

Desde criança, tinha colocado na cabeça que queria visitar a Iugoslávia. Era um nome forte e, como se sabia-se pouco o que passava naquele país socialista e tocado à mão de ferro, isso aumentava a curiosidade. A Croácia, sendo uma ex Iugoslávia, não guardou o mesmo interesse. A referência atual é uma Croácia para quem quer praia, mar. E Zagreb, apesar de capital, distante da praia, nao é um lugar muito comum para quem visita a Croácia. Mas ela ate que nos surpreendeu. Como havíamos chegado tarde, não havíamos percebido que estávamos muito próximo da cidade antiga. Esse é o ponto mais interessante da cidade. Como sempre, pretendíamos explorar à pe. Começamos logo pelo café da manhã, no pé do morro, numa casa de bolos finos deliciosos, um lugar bem moderninho. Dali, subimos o morro, andando pelas vielas, seguindo para a Catedral. Trata-se da Catedral Assunção da Virgem Maria, e sua torre pode ser vista por toda a cidade. O centro historio de Zagreb é dividido em cidade alta, cidade baixa. Passando pela igreja, você começa a subir para a cidade alta, passando, por vielas, cafés, lojinhas e bares bem charmosos. Em certo ponto, na subida, vimos algumas crianças brincando no fundo de uma escola, uma espécie de Páteo misturando com parque. Entramos com nossa menina, de maneira que a deixamos mistura-la com as outras crianças. A july caminhou sozinha pela ruas do centro enquanto eu fiquei ali, meio de longe, de olho em nossa filha brincando no recreio com as crianças locais. Ela se comportava como uma matriculada. Não existe nada mais gostoso na vida que se sentir num recreio. Quando deu o sinal, as crianças voltaram para a escola e fomos saindo de fininho. Nesse momento a July haviam voltado, vimos uma escadaria imenso e decidimos seguir por ela. Isso nos levou diretamente à uma rua atras do Parlamento. Em frente, a Igreja São Marcos, e seu telhado colorido é o cartão postal da Croácia. Todos param ali para tirar uma fotinha…

Daquele ponto começa a descida da cidade alta. A rua em frente a Igreja te leva ate a torre do canhao, e é onde todos normalmente descem por um funicular. Resolvemos descer a pé, por uma trilha. Dali chegamos no fundo de uma escola infantil, parecia abandonada, um ar medonho. Uma imensa placa Art Zagreb, em volta de muros coloridos. Mesmo sombrio, ficamos por ali por um bom tempo, novamente dando espaço para nossa filha brincar. Tínhamos que almoçar e descemos para a cidade baixa, andando pelo centro mais modernoso. Almoçamos muito perto do museu arqueológico. Esse foi nosso destino logo depois do almoço, e seguimos andando pela cidade baixa ate a estacão de trem. No final da tarde partimos para o litoral. Não tingamos destino certo. Só queríamos ter a oportunidade de ver o famoso mar da Croácia. 

De Rotterdam à Croàcia, de carro

“Se existe 1% de chance de você estar melhorando, vamos cancelar esse procedimento agora”. E foi assim que fui simplesmente dispensado do consultório médico naquela manhã. Já havia um tempo que aquela sinusite me incomodava. Meses? Acho que sim. E aquele era finalmente o dia, depois de varias consultas com o medico, apenas ouvindo dele “vai passar…não se preocupe, o seu corpo vai resolver isso sozinho”. Para um brasileiro acostumado a ir ao médico no Brasil, a receber prescrições e mais prescricoes, exames e mais exames, e um pulo rápido a procedimentos cirúrgicos, eu estava ali me adaptando à medicina holandesa. Convivi com o incomodo da sinusite por um bom tempo, seguindo suas instruções. Desde janeiro comentávamos sobre uma possível férias em Nova York. Uma semana, algo assim. “Vai ser em Outubro”. Duas semanas antes da viagem, eu finalmente ouvi do medico que ele ia realizar um tal procedimento para acabar de vez com a sinusite. Tudo indicava que uma limpeza por dentro da face resolveria. Mas ele só conseguiria encaixá-la para a tal semana da viagem. Abortamos Nova York. “Vou manter a semi-semaninha de férias, mas vamos priorizar o procedimento”. E assim foi.

No dia do procedimento, logo que entrei na sala, toda a equipe medica me esperando, o meu caro médico me pergunta:” Como você está? Alguma melhora?”. E eu fazendo um rápido julgamento, solto:” acho que da ultima vez que nos encontramos até agora, houve uma melhora de 1%.”. Senti um alivio na sala. Os medico relaxaram. O meu medico disse então, se meu corpo ainda realizando tal melhora, entao ele deveria abortar”.

Sai do consultório desolado. Tanto por não ter resolvido logo a questão quanto pelo fato que eu havia cancelado a viagem. Estava com os dias livres e nada planejado.

Ja no caminho liguei para a July e disse que iriamos viajar. Alugariamos um carro e cairíamos na estrada. Ja havíamos combinado que deveríamos ir para um lugar novo, que não haviamos visitado. Aluguei o carro, passei em casa para pegar ela e minha menina, agora com 4 anos.

Cinco horas depois de partimos de Roterdam, estávamos no coração da Alemanha, Wurzburg.

Nao era nossa primeira vez ali. havíamos passado na primeira vez no desespero de achar um lugar para dormir, em uma viagem longa de carro. Foi uma surpresa. Tem um imenso forte no alto de uma montanha e uma ponte de pedra, ambos compondo uma paisagem medieval. O melhor da cidade é andar margeando o rio A logística da cidade é confusa. De carro ou a pé, não é muito fácil a locomoção de um lado para outro. Passamos a noite por ali e partimos viagem pela manhã.

Três horas de estrada, estávamos entrando na Áustria. E uma hora depois começou uma sucessão de túneis que valeu a viagem toda. Eu que era um grande vendedor pelo mundo dos tuneis da Anchieta e Imigrantes em São Paulo, fiquei com vergonha quando vi os imensos tuneis cortando os Alpes na Austria. Éra um espetáculo da natureza com a engenharia. Antes de atravessar o túnel era preciso pagar o pedágio dele. E isso se sucedia por várias. Sem eles, a viagem deveria durar mais que o dobro de tempo, creio. Isso entretêm bastante a viagem. Criança adora tuneis…

Mais 4 horas, estávamos entrando na Croácia.

“Documentos do carro, por favor” . Entreguei tudo para a oficial,no controle de fronteira. Ela logo reconheceu que o carro não era meu. Ja imendei que o carro era alugado. “Você tem a autorizaçao da locadora pra sair da zona do Euro?”. Ops. Eu nao tinha. Apenas disse que estava vindo de Rotterdam e meu objetivo era passear pela Croácia e voltar para Rotterdam. Ela olhou dentro do carro,  olhou novamente a papelada e disse: “Pode seguir”. Ufa. Seguimos viagem. Estávamos Pela primeira vez, na Croácia. Nossa primeira parada: Zagreb, a capital. Duas horas depois estávamos no centro da cidade, tentando encontrar um quarto alugado no Airbnb. Liguei par ao proprietário depois de ter tentado achar o endereço, sem sucesso. Resolvi estacionar o carro atrás da praça principal, isso ja era 10 da noite, e deixar July com nossa filha esperando, enquanto eu tentava desvendar o mistério do endereço. Troquei várias mensagens com proprietário, me passando referências. Nada. Andei, andei, nada. Ele resolveu me resgatar. Dado toda aquela dificuldade, disse que era melhor eu checar o apartamento antes de levar a minha esposa e filha. Nos encontramos na praça principal e seguimos ate o apartamento. Era um rapaz simpático, mas estava me levando para um lugar completamente diferente do original. Andamos por calçadões, o mesmo que andar pela rua São Bento, em Sao Paulo. Chegamos em frente a um prédio bem velho. Todo apagado. Ele tinha a chave, quando abriu a porta de ferro, um imenso corredor escuro. “Entro ou nao entro?”. Resolvi arriscar. No fim do corredor, um elevador velho, com aquelas portas de correr entrelaçadas. “Melhor nao usarmos o elevador”, disse. “Vamos de escadas”. Sao apenas 5 andares. Dai lembrei que a July estava la no carro me esperando e, dado toda aquela logística, com as malas que tínhamos, ia ficar muito difícil ficar por ali. Mas ja era mais de 11horas da noite. Subimos os 5 andares. Ele pediu silencio total, quando atravessássemos o corredor escuro, até chegarmos no quarto. Eu ja estava para desistir, quando ele abriu a porta do quarto. Era fantástico. Tudo oposto do que víamos ate ali. Era moderno, novo, muito espaçoso e um decoração estilo Hotel Boutique. E era um pechincha. ” Fico com ele”. Mas tinha que voltar ate o carro, convencer a July e ainda trazer na mão todas as malas, ja que nao era possível trazer o carro para o calcadao. No final,acabamos utilizando o elevador em doses homeopáticas para trazer as malas. O quarto em si valeu a pena.

Polonia – Cracóvia, Auschwitz e Varsóvia

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“ARBEIT MACHT FREI”, expressão em alemão no portão de entrada do campo de concentração que significa “O trabalho liberta”.

6 de Agosto 2015.

Faz 70 anos hoje que a primeira bomba atômica foi lançada no mundo. Isso foi em Hiroshima. No ano passado, quando fizemos nossa visita ao Japão, a experiência de passar por Hiroshima foi chocante. Saímos de lá com um gosto amargo, depois de passar horas no museu do epicentro. E exatamente hoje fizemos a visita a outro lugar tão ou mais chocante, se é que é possível fazer qualquer comparação: o campo de concentração de Auschwitz. Com o advento da internet, o mundo ficou bem mais democratizado. Basta escrever Auschwitz e já se obtém milhares de fotos do local, tanto antigas quanto novas. Esse é um daqueles lugares que sempre quis visitar mas sempre evitei dar uma olhadinha prévia. O que vier, tem que ser 100% sem saber o que virá.

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Dresden e Kassel, Alemanha

Seguimos viagem no sábado a noite para Dresden. Estamos de volta a antiga Alemanha Oriental. Dresden também preserva uma bonita e “lubrica” arquitetura medieval. Uma arquitetura antiga de cor preta. Um contraste difícl de explicar. Também a maior parte foi destruída na Segunda Guerra. Os aliados fizeram questão de destruir a cidade. Também uma cidade bastante agradável de passear. Uma estátua do Martin Lutero em frente a catedral faz lembrar que o protestantismo nasceu não muito longe dalí. E mais uma exposição do Asisi com fotos da Segunda Guerra faz lembrar que o País também não esquece da Guerra, ora porque quer ter uma nova imagem na cabeça, ora porque querem recontar a história.

Nossa última parada antes de voltarmos para a Holanda foi em Kassel. O fato de a cidade ter disputado com Bonn para ser a capital da Alemanha Ocidental me levou até lá. E é realmente uma cidade que esconde algumas coisas. Isso já era domingo, meu aniversário. Quando estávamos no Wilhelmshohe Park, em frente ao Museu de arte Gemäldegalerie Alte Meister, olhando para o intrigante castelo de Hércules lá no topo da montanha, minha pequenina filha, preparava um bolo de terra feito no vasto gramado, decorando com pulseirinhas da Minie Mouse. E ela disparou um “Parabéns para você…”

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Kassel – Alemanha

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