Bangkok, a chegada

IMG_0040“Without and within”. Esse é o titulo do livro de cabeceira em nosso quarto de hotel em Bangkok. Foi assim que fomos recepcionados: Um livro de perguntas e respostas sobre o budismo. O tailandês já nasce budista. Todo mundo discute se budismo é uma religião. Quando mais eu leio, quanto mais eu interajo com o que está por trás do budismo, mais eu me convenço que é um processo de educação. Não é uma religião. É na verdade a educação da mente e sua relação com o corpo. Numa conversa mais reservada com um tailandes voce tem a clara percepção de que ele esta sempre num momento mágico de felicidade. As dificuldades do dia a dia, que parecem ser muitas, desde trânsito caótico em Bangkok até no precário saneamento básico, são compensados por tais fundamento. Certamente o budismo está permeando sua paciência, sua maneira de ver a vida e o conceito de prosperidade não esta nada relacionado com a ambição capitalista de prosperidade.

Dias antes de nossa partida de Sao Paulo, sabendo que estávamos prestes a entrar numa imersão ao budismo, uma vez que tudo nessa viagem esbarraríamos nisso, buscamos aumentar ainda mais nosso conhecimento prévio.

Eis então que fomos conhecer um grupo de monges budistas morando perto da nossa casa. Logo que dobramos a esquina avistamos uma senhora e um rapaz em frente a casa de alguns budistas. Um outro vizinho havia se prontificado a me acompanhar. A senhora e o rapaz pareciam bastante surpresos com nossa presenca. Explicamos que estávamos ali penas para ver se eles tinham informações sobre que o budismo no sudeste asiático. Ela parecia não saber muita coisa e logo foi apontando para um Land Hoover que chegava trazendo os monges. Um dos monges foi bem solicito. Deu algumas dicas sobre como deveriamos nos precaver em não beber agua que nao fosse filtrada. Perguntei se ele tinha alguna dica de como interagir com os locais. Ele foi dizendo: “veja, para essas pessoas voce é branco, e branco é estrangeiro; estrangeiro é sinonimo de dinheiro. Logo, historia triste, né?.“. Aquilo me tocou. Sim, história triste essa a minha. Pensei: “Sim, faz sentido. Eu vivo num mundo de bens materiais. Levando em consideracao a vida de um monge, a minha história é definitivamente triste. Estou de fato buscando paz mental. Acabar de vez com a inquietude desse mundo ocidental”. Mas creio que não foi bem isso que ele queria dizer. Ele foi desenvolvendo mais sua fala e creio que em certo momento o que ele na verdade queria dizer è que o locais, e nao os monges, vivem num pais bem pobre e as histórias deles é que é bem triste. Não me surpreende. Mas preferi ficar com o ensinamento da primeira interpretação.

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Depois de uma noite de descanso em Dubai, das longas horas de voo desde o Brasil, chegamos em Bangkok na sexta feira à noite. Mal chegamos, jogamos as malas e saimos para conhecer a cidade. Eu particularmente estava ansioso para visitar as ruas exóticas, cheias de novidades. Fomos para o mercado Patgong Night Street. Mercado de rua com produtos chineses, casas noturnas, e comida de rua das mais variadas. O cheiro era mesclado. Quem não tem estomago pode passar muito mal por ali. Foi uma caminhada para ter a primeira impressão. Encontramos até animais exóticos no mercado e nossa filha pode até passar as mãos num enorme lagarto.

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