Seoul, Torre e Memorial

Saímos em caminhada, partindo do hotel. Cruzamos o bairro Myeongdong, paramos para um café da manhã no Coffee Smith, um delicioso waffle. E seguimos subindo o morro até o bondinho que te leva até a Torre de Seoul. A vista em volta da torre é um passeio “romântico” pois lá os casais colocam os tais cadeados em tudo quanto é lugar. Fomos descendo e pegamos um ônibus que nos deixou na Biblioteca Nacional. Entramos, era domingo!, tinha gente estudando mas nada de mais. E seguimos pelas ruas procurando por restaurante. No final entramos num coreano que acabou criando uma comida que não estava no cardápio. Eles não sabiam o que fazer para nos agradar.

Ali já estava ficando claro que até aquele momento da viagem a gente parecia ser os únicos turistas no pais. O país está vazio, ainda em ressaca do Corona Vírus, turismo caiu ao extremo.

Depois do restaurante uma nova caminhada, a ideia era chegar no Museu Nacional Da Coreia. Vi no mapa que uma simples caminhada nos levaria ao memorial da Guerra da Coreia, não muito longe dali. Seguimos uma rua que nos levaria direto ao Memorial. Porém, no meio do caminho um portão. E lá dizia: propriedade dos Estados Unidos, passagem proibida. E a rua estava sem saída. Teríamos que votar a pé tudo de novo. Nem deu um minuto vem um carro da polícia. Logo vi que eu estava prestes a entrar numa encrenca. O policial sai do carro e se dirige ao portão. Lá ele deposita uma carta na caixa de correio. Eu então aborda-lo.” Você sabe como eu chego no Memorial”. Ele pega meu mapa, olha e diz para eu voltar tudo e dar a tal volta.  Mas daí eu mostro para ele que se passássemos pelo portão, chegaríamos em um minuto. O policial conversa um pouco com os demais companheiros e a gente começa a ver um movimento de arrumação dentro do furgão. Eles nos oferecem carona até lá. Claro que aceitamos.

O carro da polícia, cheio de armas, distintivos e fardas, nos deixa em frente ao Memorial. A Guerra da Coreia terminou em 1953, guardaram muitos dos equipamentos, carros, tanques, aviões e colocaram lá para as crianças brincarem. Um país que ainda esta tecnicamente em guerra, ainda precisa preservar a memória e se manter preparado. É comum ver armas de brinquedo e muitas máscaras de incêndio espalhadas pelo metro, em caso de incêndio. Vídeo também explicando como se abrigar. Não da para negar que isso tem a ver com a guerra, com certa preparação com Coreia Do norte. 

Dentro do memorial uma homenagem aos combatentes.

Já era tarde e não havia tempo para seguirmos para o Museu Nacional. Era hora de tentar encontrar algo de K-pop. Então fomos até o extremo da cidade. Pegamos um ônibus até a K-Pop Road. Tiramos umas fotos com alguns bonecos espalhadas ao da  calçada com o nome das bandas famosas do momento. É uma rua de lojas de luxo, então as vitrines também fazem parte do passeio. 

Depois dali fomos ver o quinto maior prédio do mundo, o Lotte World Tower. Imenso, mais curiosamente 300metros a menos que o primeiro do mundo. Ir até ali também era um pretexto para passear por uma livraria coreana, ver o que o coreanos está lendo. E observasse uma obsessão em aprender inglês( e sentirmos realmente essa limitação no dia a dia, no comércio. Sentimos o esforço enorme dos atendentes em nos entender e em falar palavras básicas. 

2 comentários em “Seoul, Torre e Memorial

  1. Grande Eduardo, tudo bem?
    Li com entusiasmo sua aventura pela Coreia, pois em breve estarei a caminho da GM Coreia para passar um temporada.
    Grande abraço,
    Alex

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