Nara, Karate Kid e Linda Primavera

imageO dia seguinte foi todo dedicado a Nara. Harumi e Masa passaram a noite em Kyoto enquanto que tivemos que voltar para nossa base em Osaka. Combinados de nos encontrar na estação de trem de Nara as 9:30, o que significava sair cedo de nosso hotel para enfrentar o horário de pico de Osaka e o trem pinga-pinga de mais ou menos uma hora. “Masa esta la fora da estação nos esperando, nossa primeira parada será em Tōdai-ji templo, onde esta o grande Buda”. Nara é uma cidade menor que Kyoto, e também já foi capital do Japão. Não demorou muito e Masa nos deixou em frente ao parque do templo. Nossa filhinha adorou o que viu logo de cara. Vários veadinhos espalhados pelo parque. Eles são considerados sagrados, uma espécie de mensageiro do divino. Você pode alimentá-lo, o que causa uma perseguição em massa um pouco indesejável. Era comum ver crianças com biscoitos para os veadinhos na mão correndo desesperadas deles. Todo o percurso do templo é acompanhada pelos animais e mais a multidão de turistas, a maioria do próprio oriente, segundo comentou Harumi. Eu já havia decidido de antemão que deixaríamos a nossa pequena menia andar mais livremente pelo templo ao invés de ser carregada ou ficar no carrinho. Foi bem interessante vê-la andando pelos arredores. Em alguns pontos, principalmente nos portais , ela subia e descia as escadas como quem praticava para alguma competição. Me lembrou o Karate Kid seguindo a instrução do senhor Miyagi, o mestre japonês(se bem que ele é de Okinawa). E a cena ainda era ainda mais real porque o Masa estava sempre por perto e ele definitivamente lembra um Mestre Japonês. Atravessamos a rua e estávamos em outro parque. Foi uma caminhada generosa entre as arvores de óleo de palma. E certo ponto nossa menina caiu no sono e já se aproximava a hora do almoço. Nara image imageHarumi havia feito uma pesquisa do dia anterior. O primeiro restaurante ja estava cheio e não aceitava mais cliente. Em todos os restaurante que vamos, sofremos um pouco encontrar uma mesa. Importante lembrar que o Japão é um dos países com alta densidade demográfica. Tem fila para tudo e quase tudo está sempre com muita gente. Mesmo assim tudo é muito organizado e flui. O terceiro da lista também estava cheio para deu um jeitinho para nos acomodar. Tivemos um almoço tradicional japonês com direito a explicação dos prato e aula de etiqueta. Harumi esta sempre disposta a explicar algo sobre seu pais e quando não sabe, vira para Masa e lhe pergunta em japonês. Ela elogia minha habilidade com os pauzinhos; eu comento que é porque eu havia aprendido a usar com um autentico japonês: pai da Cristina, minha cunhada. Dai a conversa passou sobre as comparações entre o modo de tratar o cliente no Brasil e no Japão. No Japão é comum dizer (e aplicar) o principio de que o “Cliente é Deus”. E isso você sente em tudo quanto é lugar. Na maneira de agradar e de não criar nenhum inconveniente. O serviço, sempre perfeito. A conversa foi andando e Masa fez uma pergunta sobre o Brasil de difícil resposta.” Por que os ônibus de viagem no Brasil colocam o ar condicional na mais baixa temperatura?”. Ele havia experimentado isso quando esteve no Brasil. Quaisquer que seja a resposta certamente ela não esta ligada a tratar o cliente como Deus. imageDepois do almoço fomos visitar um templo mais afastado, pouco popular entre os turistas. Esse foi provavelmente o único lugar que conseguimos sentir a paz e calma, algo que se espera de um templo. Pudemos até curtir ruazinhas cheias de cherry blossom em volta do templo. Novamente nossa pequena pôde praticar Karate Kid sob as orientações do Masa. Ela adorava lavar as mãozinhas repetidas vezes nas canecas na entrada de cada templo. Após realizamos nossa visita, fomos pegos de surpresa pela Harumi com um chá da tarde caseiro preparado no estacionamento. Ali ela revelou que seu nome significa “Linda Primavera”, justamente a estação da cerejeiras em flor. O seu aniversário, inclusive, seria em dois dias e ela e Masa  haviam decidido vir para Kyoto e Nara com a gente justamente para poder curtir Cherry Blossom nessa região, algo que eles nunca haviam feito juntos. Adoramos curtir o chazinho japonês e o calmo bate papo dos dois. Aquilo já era uma espécie de despedida. Dali fomos para a estação e até agora, quando mostramos para nossa menina a foto dos dois, ela acena com um tchauzinho, repetindo a cena na estação de trem. Voltamos para nossa base, Osaka. Somos imensamente agradecidos pela hospitalidade dos dois. E pela oportunidade oferecida pelo meu irmão Renato.
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Masa e Harumi
Masa e Harumi

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