
Enviando por internet discada!!!!
Nossa segunda parada foi Pretoria, capital executiva da África do Sul. Também será uma das sedes da copa do mundo. Logo cedo, juntamos as coisas e fomos para a rodoviária de Johannesburgo para comprarmos uma passagem para o Zimbábue, mas com escala em Pretória. Como o ônibus para a o Zimbábue só partiria pela noite e passaria por Pretoria, consegui convencer a empresa a me colocar em ônibus para que passássemos o dia pela cidade e somente à noite nos juntaríamos aos demais passageiros. Nem bem compramos a passagem, a mocinha do guichê saiu em disparada pela rodoviária, gritando para acompanhássemos ela. Ela passou de ônibus em ônibus para ver se algum deles nos daria um carona até Pretoria. Depois de rodarmos por uns 5 ônibus, enfim conseguimos encontrar um lugar a sobra. Em mais ou menos 1 hora de viagem, numa moderna rodovia que serve de endereço para centenas de fábricas de grandes multinacionais, estávamos cruzando os bem conservados parques na entrada da cidade. Essa entrada triunfal deu a impressão que encontraríamos uma cidade bem mais desenvolvida que Johannesburgo. A companhia de ônibus Greyhound chegou até a nos oferecer um local para guardarmos nossas malas enquanto passeássemos pela cidade, mas pelo volume de gente que entrava e saia por ali, resolvemos não arriscar. Logo que saímos da rodoviária, demos de cara com o Hotel Vitória. Na recepção, um senhor branco, quase sem dente, se demonstrou solicito em guardar nossas malas e ainda disse que poderíamos ficar pelo saguão, usar o banheiro, ser precisássemos. Andamos um pouco pelo hotel, muito antigo, cheio de ornamentos estilo indiano, demos meia volta saímos pela cidade. O ponto mais conhecido da cidade é a “Church Square”, uma praça coração da cidade, rodeada de pequenos prédios que servem de administração de governo e com a estátua do ex-presidente Kruger. Presidente de uma época antiga, antes mesmo da formação do país, entre os anos 1899- 1902. Logo em seguida, sob o sol 35 graus, com sensação térmica de 50(o nosso melhor companheiro de viagem tem sido o guarda chuva), demos uma passadinha rápida na antiga casa do Kruger, algo dispensável, e fomos direto para o zoológico da cidade, onde tomamos um teleférico e pudemos avistar toda a cidade. Esse sim um passeio bem generoso. Antes disso, no caminho, numa calçada movimentada, um rapaz esbarrou em mim e, como olhei para trás, na busca de pedir desculpas, ele me olhou, riu e veio na minha direção, com as mão prontas para me cumprimentar ao mesmo tempo que disse “Mandela disse nunca deve brigar, nunca! Caso alguém esbarre em alguém, branco ou negro, deve voltar, pedir desculpas e cumprimenta-la, sempre buscando a harmonia”. Enquanto ele dizia isso, me abraçava, mas começou a exagerar, dizendo:”inclusive, se alguém pisa no pé do outro, também tem que pedir desculpas(e simulou uma pisada no meu pé)”. Daí comecei a desconfiar. Agradeci e fui saindo, imaginando que poderia ser um “mão leve”. Duas quadras depois, um rapaz gritou “tome cuidado por aqui, aqueles rapaz conversando com você estava mau intencionado”. Felizmente não chegou a levar nada, eu havia protegido bem os bolsos. Mas aumentamos ainda mais nossas precauções. Mesmo assim tínhamos seguir caminho até o zoológico. Tínhamos ido até lá por causa da vista, não planejávamos visitar os animais, mas logo na entrada mudamos de idéia: havia uns carrinhos de golfe pela bagatela de 10 reais a hora. Foi nosso brinquedo naquela tarde e uma disputa por quem iria dirigir primeiro. Mais ou menos 3 da tarde já havíamos percorrido os principais pontos da cidade. Com o ônibus só sairia 20 horas resolvemos praticar algo que de costume em todas as viagens: pegar um ônibus de rua qualquer e descer no ponto final e voltar. O ônibus, muito antigo, atravessou pela cidade rumo ao norte, local que meu mapa nem cobria. Fomos parar num bairro de classe média alta, com casas estilo inglês, um gueto dos brancos (importante frisar que, assim como em Johannesburgo, também não vimos pessoas brancas andando por Pretoria). Resolvemos descer antes do ponto final para ver uma criançada, com seus pais, aprendendo kricket. Voltamos para o ponto aguardando o ônibus no sentido inverso. Mais de uma hora e nada de ele aparecer. Perto do ponto ninguém sabia informar quando o ônibus passaria. Começamos a ficar preocupados. Resolvemos caminhar e tentar encontrar algum lugar para perguntar. No caminho, encontramos uma senhora com sua filha, e ela nos informou que não havia mais ônibus naquele horário e que deveríamos ir até algum lugar e pedir um táxi, mas “nunca pegue táxi ou micro ônibus com um negro, é extremamente perigoso”. Seguimos em frente com desespero começando a bater em nossa porta, pois precisávamos voltar urgente para a rodoviária. Encontramos um comércio que confirmou que não havia mais ônibus e que talvez pudéssemos caminhar até uma avenida, umas seis quadras dali e tentar pegar um micro ônibus. “Vocês devem ir logo pois quanto mais tarde, mais perigoso”. Quando estávamos no meio do caminho, correndo feito loucos, pára uma caminhonete pilotada pelo rapaz que trabalha no supermercado. “Entra ai, eu levo vocês até o microônibus”. O rapaz e seu ajudante nos salvaram daquela. Um micro ônibus nos levou de volta para a cidade. Pegamos o ônibus sentido Harare, capital do Zimbábue.
mas como vc e Phynaaa amiga !!!!
Legal ,hein amei seu blog sobre suas viagens !!!!
bjaooooooo
danymartin