Praga, segundo dia

No dia seguinte seguimos para o Castelo de Praga. Passamos toda a manhã andando naquela região e envolta do Castelo. Em frente ao Castelo é possível ter uma bela vista da cidade. O sol estava bem quente, mesmo assim seguimos nos perdendo pelas alamedas. E seguimos até a movimentada Charles Bridge, passando pela casa do Franz Kafka que hoje é um movimentado museu. Nosso almoço foi num tradicional restaurante Checo. Na parte da tarde fui à um lugar que eu queria conhecer há muito tempo: o museu do comunismo. É um museu privado, bastante modesto. Tem atraído um público grande. Raro ver um País que já foi comunista ter um museu sobre o assunto. Todos em geral querem apagar esse momento da história já que foi um período totalitarista, sob a mão forte repressora do Estado. O museu cobre todo o período que o Pais esteve sobre a “ditadura” do comunismo, suportando pela URSS. Vale a visita. Tenho a impressão que o museu vai crescer e se profissionalizar, mas eles estão longe disso. Faltam documentos para ser um “museu”. Por outro lado, um desconhecedor do assunto poderá ver quais eram as dificuldades enfrentadas pela população sob a idea de criar uma nova sociedade, “comunista” e “igualitária”, tais como o currículo escolar, a propaganda anti capitalista e o uso do esporte como bandeira de que o sistema era vitorioso. O fato é que ao andar por Praga vê-se que ninguém parece ter saudades desse período; o capitalismos está agora instalado e, ao que parece, há uma consistente democracia funcionando.

Praga foi uma agradável cidade. Vale outras visitas no futuro. Tem muito a entregar, histórica e arquitetonicamente.

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Praga, Primeiro dia

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Praga – República Checa

O fim de semana prolongado seria em Paris. Mas era quarta-feira a noite quando eu esbarrei com um amigo do trabalho que me disse que estava indo para Praga. Já dentro do carro, na estrada, comentei com a July que mudaríamos o percurso. Estamos indo para um lugar que não havíamos visitado ainda. Deixei em suspense. Nossa primeira parada foi em Leipzig, na Alemanha. Passamos a noite em um Hostel em frente à estacão central de trem. Pela manhã andamos pelo centro da cidade. Tudo gira em torno da música. Fácil entender. Leizpig é a cidade de Bach. Eles obviamente se orgulham disso. Viajar por essa região da Alemanha é também viajar pela Alemanha Oriental. É diferente. Não dá para não notar a arquitetura moderna herdada do comunismo. Os prédios padrões e os condomínios socialistas. A cidade antiga é ainda medieval, a parte que atravessou os anos, o comunismo, ainda está lá. Digo, ainda esta lá o que sobreviveu a Segunda Guerra Mundial. Viajar pela Alemanha tem ainda esse ar de segunda guerra. As cidades alemãs ainda exploram isso. Em tudo quando é lugar tem foto do “antes” e “depois” da guerra. Em Leizpig havia uma exposição do Asisi. Asisi é um grande arquiteto e artista, que mistura fotografia ultrarrealista com pintura e digitalização. Tudo em tamanho grande e panorâmico. Ele não é alemão de nascimento mas viveu muito tempo por alí que já pode se considerar como tal. Bach é realmente um artista que dispensa apresentação. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi uma família cantando em um dos calçadões. Era uma música envolvente que dava gosto de ver todos ali dando duro, como família, para arrecadar alguns trocados. Eu imagino que eles sejam de algum países da America Latina, talvez America Central ou México. Lamentalvelmente não perguntamos e ficamos com essa dúvida. O fato é que a era curioso ter aquele silêncio do comércio fechado de feriado, a arquitetura Medievel e a família cantando.

Logo após o almoço seguimos para Praga. Nesse momento a July ficou sabendo do destino final. Ali a longa distância ficou curta dado que ela queria ir para lá já havia muito tempo. Quando saímos da Alemanha logo vimos que a paisagem mudou. Na República Checa haviam morros cobertos de flores e caminhos mais tortuosos. Em Praga, que não era feriado, começamos nosso passeio já na praça principal Weceslau Square, em frente ao museu Nacional de Praga.  Essa praça é a que já presenciou tudo quando é fato importante do País. Foi alí que os checos presenciaram os Nazistas tomando o poder durante a Segunda Guerra; foi ali que o País viu os soviéticos tomarem o poder e colocar um governo fantoche. E também foi ali que houveram os protestos pedindo o fim do período comunista. Caminhamos dalí até a cidade antiga. E a cidade antiga é o lugar mais agradável da cidade. A praça em frente a Catedral de San Vito, rodeada de belos cafés e restaurantes. Como o sol estava se pondo muito tarde da noite, pudemos curtir bastante a cidade.

Praga – República Checa

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Último dia na Austrália

Depois de três horas e meia de viagem, estávamos de volta a Sydney. Em nosso último dia na Austrália foi muito especial para a July. Ela pode assistir o ensaio aula da companhia de dança de bale da Austrália. Ela saiu toda irradiada. A aula aconteceu nada mais nada menos que dentro do Opera House. Fiquei com nossa pequena no museu de ante moderna de Sydney, depois de passear pelo Jardim Botânico.

Devenport

 

Mais um dia de praia. Tomamos um café numa das cafeterias locais no bairro Penril antes de seguirmos para Devenport. A conversa principal no café era o terremoto de pequena escala ocorrido durante a madrugada em ChristChurch, cidade no sul da Nova Zelândia. Quatro anos atrás a cidade havia sido destruída por um terremoto bem forte. A região norte, onde estávamos, parece ser menos suscetível à terremotos, mas nunca se sabe. A vista de Auckand por Devenport é ainda mais estonteante que a do Morro Eden. Para chegar lá, atravessa-se a ponte de Auckland, que também é bem imponente. Com a vista de Devenport ficamos realmente apaixonados por Auckland. Ficamos um bom tempo brincando por alí com nossa menina. Ela adorou correr pelo gramado do morro do Golf Club, brincando de esconde-esconde. Depois brincamos de castelo de areia. A praia estava vazia, mas o mar, apesar de verdinho claro e sedutor, estava bem bravo. Na volta de carro para a cidade, ouvimos no rádio um debate sobre o fato de alguns pais nao quererem colocar os filhos em escolas de “negros”. Os tais “negros” são os Maoris, povo que vivia na Nova Zelândia antes da colonização europeia. A segregação parece ser um tema bastante fervorozo tanto na Austrália quanto na Nova Zelândia. Ambos os países abriram-se para o multiculturalismo muito tarde, praticamente nos anos 90. Na Nova Zelândia é muito comum ver os Maoris e menos comum ver os Aborigenes em Sydney ou Melborne. No entanto, não se vê esses dois povos misturados com os europeus. O que se vê muito em ambos os países é uma quantidade grande de asiáticos, principalmente os chineses. Nossa última visita em Auckland foi no museu de arte moderna. Nesse museu as pinturas Maoris são colocadas como destaque. Faz um certo sentido, já que é uma pintura ímpar, realmente original, comparada com a veia europeia. Havia também uma esposição temporária com o Billy Apple, que já é famoso internacionalmente.

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Caminho de volta à Auckland

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Acabamos fazendo um caminho mais longo, cruzando o parque nacional dos vulcões. Saímos no fim da tarde de Wellington e paramos para dormir quase meia noite dentro do parque nacional. Pensávamos em seguir viagem, mas a floresta densa, pista de mão única e o número intenso de curvas estavam nos dando medo. A lua estava imensa, cheia… Acho que a sensação de estar entre um monte de vulcões também aumentava um pouco o drama. Pela manhã, pudemos ver onde realmente estávamos. O céu estava nublado, não era possível ver os picos dos vulcões, apenas suas bases. Mesmo assim é uma vista bem pitoresca para pessoas que vem de um país onde não tem vulcão. Muitas pessoas estavam deixando o Lodge para seguir caminhando pelo parque. Alí era uma base no começo da trilha. Seguimos viagem, continuando a saga das curvas entre a floresta. Vimos bastante ovelhas pelo caminho. Elas se espalham pelos morros, parecendo “pé de ovelhas”. Esse percurso é bem mais bonito do que o percurso da ida até Wellington. A mata é verdinha e parece que tudo tem mais vida. Chegamos no fim da tarde de volta em Auckland. Fomos diretamente até um vulcão inativo, que permite ter uma vista maravilhosa da cidade: o Morro Eden. Estava ventando muito e parecia que o vento queria nos derrubar para dentro da imensa cratera do vulcão. Fiquei empolgado e fui descendo morro abaixo, a July me flagrou com uma foto. Ela gritava para eu parar e eu não entendia “não faça isso, você pode cair lá embaixo, isso é perigoso”. Eu resolvi voltar. Somente quando eu estava no alto é que vi uma placa dizendo “Não entre na cratera de jeito nenhum. Ela é frágil e pode ruir”. Fiquei branco. Não muito longe dalí existe um belvedere. Dessa base é possível ter uma vista de 360 graus da cidade. E ela é linda. Não fosse pelo vento forte, ficaríamos alí por muito mais tempo. Seguimos para a parte baixa, no cais. Queriamos tomar um café vendo os barcos passando. Foi uma atração interessante. Vimos diversos barcos de viajantes pelo mundo. Um deles era de Americanos do Havaí dando a volta ao mundo. O barco deles é bem grande, tem um formato Viking todo antigo e especial com adaptações tecnologicas do mundo moderno, tais como energia solar. Eles haviam acabado de chegar. E essa combinação de mar, viagem e paisagens belíssimas estavam contribuindo para nos apaixonarmos pela cidade. Parece que não somos apenas nós. O mundo está descobrindo Auckland e o sistema de atração de imigrantes vem fazendo a cidade crescer muito e até vem enfrentando uma bolha imobiliária grande e falta de moradia. Os imigrantes preferem Aukland, ao invés de mudarem-se para Wellington ou para a ilha do Sul. Alguns alegam que não existe emprego nessas cidades. A Nova Zelandia parece estar numa economia em crescimento, mas ainda parece ser uma economia muito frágil. Ela depende muito do turismo e quase tudo é importado. O assunto preferido dos Neozolandeses é esporte. Eles falam disso a todo momento. Por outro lado, qualidade de vida é um mantra. O país é rico em praias e belíssimas paisagens.

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Napier

“Vai se difícil acordar nossa menina”, disse quando já eram 9 horas da manhã. “Acho que não. Quer ver?”, disse a July. “Little, você quer brincar com a Grace e o Molly?”. Quase que como um pulo, a nossa pequena levanta da cama, sem choro nem nada e diz. “Cadê elas”?”. Eram duas cachorrinhas da Dona Sharil. Quando abrimos a porta da sala, as duas vieram correndo, uma mordendo a outra. A casa era grande, tinha um quintal imenso. A nossa pequena adorou a brincadeira de jogar a bolinha e as duas sairem correndo para ver quem pegava primeiro. Ela explorou bem toda a área. O dia estava maravilhoso. Anderson, marido de Sharil, durante a preparação do café da manhã, mencionou várias vezes que o dia estava bom para curtir uma  praia. “Você já havia visto essa fruta?”. Aquilo era uma novidade. O nome da fruta é Feijoa. Dei uma mordida logo de cara. Ele disse que nao era comum comerem a casca. O gosto era uma mistura de Kiwi, goiaba e Fruta do Conde. Ainda falta colocar o gosto de alguma outra coisa, mais não sei decifrar. “Tem bastante aqui nessa região e é muito rica em vitaminha C”. Tomamos café e a conversa foi toda centrada na Nova Zelândia. Falamos de história, de como a familia deles haviam parado nessa remota ilha e do relacionamento com a Austrália, que eles chamam, de “Grande Irmão”. Além disso, comentaram que uns 50% dos moradores da ilha do norte nunca visitaram a ilha do sul. Eles acham mais barato viajar para a Austrália do que para lá. Partimos depois do café. Sharil havia mensionado que deveriamos ignorar a praia de Napier e seguir para outra mais para o norte. “Napier é feia, cheia de pedra”, disse ela. Mesmo assim decidimos ir até Napier porque era mais perto. Logo na beira mar vimos diversas atrações para crianças. Playgrounds de todos os tipos, pistas de bicicletas, skate e mini golfe, tudo isso entre a avenida e a praia. A nossa filha brincou bastante por alí. Descemos até a água. Sheril tinha razão, era cheia de pedra. Mas a praia era uma grande novidade. Era uma delícia andar pelas pedras, parecia uma terapia. O mar era bravo, tínhamos que ficar na beirada com risco de ser sugado pelo mar verdinho. Quando você olha para a cidade, você vê casas e casas em arte-deco. Napier foi toda destruída no terremoto de 1931. No processo de reconstrução ficou decidido que eles utilizariam algo novo, daí a arte deco. Seguimos viagem. Mais três horas de estrada estavamos em Wellington, capital da Nova Zelandia. No caminho, o ponto alto é o rio Manawatu. Um imenso desfiladeiro, o rio imenso fica lá embaixo e a estrada, suspensa, margeando as encostas dos morros. Durante o percurso não existe lugar para parar, uma pena. Perdem-se lindas imagens. A maneira correta de aproveitar a regiao é numa caminhada de 5 horas.

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Rotorua

 

Rotorua é uma região vulcânica. Estávamos bastante ansiosos para ver as águas quentes em ebolição. A janela do nosso quarto dava de frente para um desses pântanos com fumaça branca. Tomamos um belo café da manhã e seguimos para o parque Maori. Fiquei com um pé atrás quando uma pessoa havia me dito que eu deveria ir até esse parque. Isso deve ser meio pega “turista”, pensei. De fato, existe lá algumas coisas meio “pega turista”. Por outro lado, uma conversa rápida com uma funcionária do parque, uma Maori, me deixou bastante entusiasmado. Ela disse que ela havia passado toda a infância naquele parque. Os Maori, o que se sabe, são os primeiros habitantes da Nova Zelândia. Os Maoris estão para os índios do Brasil. A diferença é que os Maoris eram mais evoluídos em tecnologia, já que utilizaram barcos mais complexos para provalvemente sair de algum continente mais antigo, tal como Ásia ou África, para chegar nesse ponto remoto da terra. Atualmente a Nova Zelândia é composta pelos europeus e pelos Maoris, agora minoria. Claramente eles não se misturaram. A vila Maori a que ela pertencia tinha as casas dentro do parque, época que alí nem era parque. Era intrigante. Isso porque esse parque é cheio de águas quentes jorrando fora da terra, são os famosos Gaisel. O Gaisel mais alto do mundo esta alí. Ele jorra água numa altura de 30 metros, a cada meia hora. A Maori me disse que ela costumava cozinhar por alí. Ela colocava os peixes sobre as pedras para dar um especial preparo à eles e depois levava para a vila. O parque é imenso e os diversos pântanos de águas jorrando espalhados tornam o lugar único. Algumas piscinas verde e azul completam a paisagem. Levamos um bom tempo explorando o parque. No final da tarde, partimos para Napier, na costa direita da Ilha do Norte. O caminho é repleto de surpresas. A primeira foi um rio de águas termais escondido no meio da floresta. Um desvio de 1 killômetro leva você até esse paraiso. O pessoal encosta o carro e pára para um relaxamento, entra na água por uns 15 minutos ou até aguentar. A água esta literalmente fervendo, é bem quente, mas claro, está a um ponto suportável. Outra surpresa são as cachoeiras. Imensas quedas d’água quando você menos espera. Uma das melhores paradas foi a de Huka Falls. Além de avistar o vulcão do Mount Ruapehu, é possivel margear o rio Taupo e ver a corrente forte que forma a queda Huka Falls.


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Melborne

 

Passamos o dia em Melborne. Estávamos hospedados bem no centro da cidade, onde os prédios são bem modernos e os trams cortam para todos os lados. Em toda a zona central o transporte é gratuito. As linhas de trams e seus diferentes tipos dão um charme especial a cidade. Melborne, diferentemente de Sydney tem várias coisas que lembram Londres. Caminhar pelo rio Yarra dá-se a mesma impressão de estar caminhando pelo Tâmisa. Nossa primeira parada foi no mercado municipal. Nossa menina se deliciou com uma caixa de blueberry e a July se apaixonou por uma loja de bonecos e decoração de natal de madeira. Apesar do sol estar bem forte, nossa menina tirou o dia para correr. E corria para todos os lados. Acho que o blueberry deu uma energia especial inexplicável. Andamos do mercado até a antiga prisão de Melborne, agora um museu. Na parte de trás, um belo gramado servia novamente de pista de corrida para a nossa menina. Ficamos alí um tempão. Não foi suficiente. Fomos para a Universidade de Melborne, e ela continuou seu caminho cortando os estudantes que estavam relaxando pelo jardim depois do almoço. Passar por universidade é sempre aquele momento onde você volta a pensar em querer estudar. O clima de universidade é um delícia, mas você só pensa assim quando já está fora dele. Depois da universidade pegamos um tram para outro lado da cidade, parando na Federal Square. Atravessamos o rio Yarra até o National Galery, num imenso sacrifício embaixo de um forte sol, para descobrirmos que ele estava fechado. “Fechado às terças-feiras”. Mesmo assim uma obra de arte na parte de fora servia de consolo: uma imensa parede de vidro com uma queda fininha de água. Todos se sentiam tentados, principalmente as crianças, em colocar a mão na queda da água. Voltamos à margem do rio e almoçamos num restaurante espanhol. Na parte da tarde continuamos andados pela margem, assistimos um show de um japonês malabarista pela calçada, e fomos para o prédio mais alto da cidade, o Eureka. É um prédio residencial, entre os mais altos do mundo.

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Great Ocean Road

 

O trem deixou a estação de Sydney às 20horas. Tínhamos pela frente 12 horas de viagem até Melborne. Lá pelas onze horas apertamos o botão de aviso, chamando o comissário para montar nossas camas. Num passe de mágica, os assentos se transformaram em uma beliche. Nossa menina adorou. Ela subiu e desceu a escadinha várias vezes. Tentei fazê-la dormir na parte de cima, mas nada. Ela demorou muito para dormir. O trem chacoalhou muito durante a noite. Me senti numa montanha russa a noite inteira. Apesar de ter a cama, não é uma viagem confortável. Em alguns momentos, o trem parece estar passando por cima de pedras, dá a sensação de que vai descarrilar. É uma aventura. Mesmo chegando todo quebrados em Melborne, pegamos o carro e seguimos para nossa rota, cruzando o grande lago de Melborne, passando por praias de águas azuizinhas e verdinhas. Paramos em algumas delas, aproveitando a areia e o playground. As praias estavam vazias. Essa região é onde se produz os melhores vinhos da Austrália. Antes do almoço pegamos o ferry cruzando o lago para o outro lado. O preço foi muito caro para cortar o caminho, mas quando percebemos que o ferry estava sendo acompanhado por três golfinhos, então o preço ficou mais justo.

Do outro lado começou um dos passeios mais esperado até aqui: a Great Ocean Road. Uma das rodovias mais lindas do mundo. Isso porque a estrada margeia belíssimas praias. E que praias! A gente andava um quilômetro e encostava o carro para dar uma olhadinha. Cada praia tem a vista mais bonita que a outra. Em alguns casos a praia é imensa, de perder de vista, mas as ondas são tão sincronizadas que forma uma vista única. A estrada foi construída com o propósito de realmente tirar o fôlego. No meio do caminho algumas paradas são recepcionadas por coalas e papagaio. Se você tem paciência e olhar clínico, basta avançar pela mata do parque nacional que você vê um monte deles. No meio do percurso da Great Ocean Road, resolvemos passar, a noite em Lorne. Ficamos num resort em frente à praia. As ondas são bem fortes, excelente para os surfistas. Esse tipo de praia é bem diferente do Brasil. As ondas são imensas e elas quebram rente à praia. Se você fica parado na parte raza da praia, quando a onda quebra, você facilmente é sugado para dentro do mar. Uma criança corre muito risco nesse tipo de praia. Fiquei surpreso de não ver nenhum aviso sobre isso em nenhuma das praias que visitamos. Tivemos uma noite maravilhosa em Lorne. Acordamos tarde. Pelo menos descansamos. Voltamos à rota, cruzamos novamente com Coalas. A July ficou apaixonada por eles. Novamente passamos por praias de tirar o fôlego. O ápice desse passeio é um conjunto de pedras imensas espalhadas pela costa, em frente à um imenso penhasco. Trata-se dos 12 apóstolos. Você tem acesso a vários ângulos dessas pedras, mas não pode descer até a praia

Nosso menininha estava toda equipada com baldinhos e pazinhas, mas desta vez teve que se contentar apenas com a maravilhosa vista. Queríamos garantir uma foto em família. Não foi tarefa fácil ter aquela foto que dá para por em porta retrato. Era uma cena meio deprimente ver tanta gente lá tentando fazer um selfie ao invés de pedir para outra pessoa tirar a foto dela. Pela primeira vez na vida fiquei envergonhado em pedir para alguém tirar a nossa foto. Provavelmente elas devem achar deprimente alguém colocar uma foto em porta retrato. Enfim, nós parecíamos peixe fora d’Água. Depois dos apóstolos, nossa última parada foi na praia LOCW ARD GORGE, próximo ao Porto Campbell. Houve um naufrágio nessa praia em 1850. Depois de 3 meses de viagem e sem ver terra pela frente, o navio bate em uma pedra rente à costa. Dois sobreviventes, jovens de 18 anos, conseguem nadar até a praia. É uma praia belíssima, cercada por um vale, como uma saída bem estreita para o oceano. Parece até uma praia particular.

No final da noite fizemos o caminho de volta a Melborne, dessa vez cortando pelo interior.

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Blue Mountain

“O que? Vocês vão para Blue Mountain a essa hora?”, estranhou Susan. Já eram quase meio dia e ela imaginou que deveriamos sair umas 7 horas da manhã para aproveitarmos o dia todo no interior. Sair cedo estava cada vez mais desafiador. Decidimos desencanar de horário e fazer o máximo possivel para sair cedo e aproveitar o dia. Quando se viaja com criança, sair cedo não é tarefa fácil. Mesmo assim, fomos para a estação de trem rumo a Blue Mountain. Duas horas de viagem depois estávamos chegando ao destino, ou melhor, estávamos quase lá, pois ainda faltava pegar um ônibus que nos levaria até lá. Enquanto esperávamos o ônibus, fiquei com nossa menina brincando no meio de alguns skatistas. Estámos impressionados como os australianos praticam esporte. Eles estão em todos os lugares. Eles também parecem estar de bem com a vida, fica claro que a qualidade de vida por aqui está em primeiro lugar. O Blue Mountain é uma cadeia de montanhas belíssimas. No ponto de ônibus conhecemos um casal de brasileira e um queniano. Os dois moram lá há anos em uma cidadezinha bem pequena no interior da Austrália. Interessante como parece ser possível rastrear todas as origem das pessoas, de seus imigrantes. Isso deve-se ao fato de os imigrantes não terem se misturado com os locais. O ônibus nos deixou em frente a um penhasco. Parecia o fim da cidade se ela estivesse sendo representada em uma maquete. Desse penhasco é possivel ver duas montanhas, uma ao lado da outra: as duas irmãs. É uma vista de tirar o fôlego. É tradição fazer um caminhada na beira do penhasco até o ponto onde eles chamam de “A mellhor cena do mundo”. A caminhada é longa e como o sol estava ameno, o frio começou a apertar. Nessa “melhor cena do mundo” é possivel pegar três tipos de transporte para chegar até a parte baixa do penhasco ( dá impressão até que nem existe fim do penhasco). Uma das opções é um do tipo “bondinho do pão de açúcar”; outro é um trenzinho; e o outro, fascinante, é um trem do tipo montanha russa (e com pista de montanha russa), que os autralianos se orgulham dizer que é o mais inclinado do mundo. Pegamos o trem de volta as 8 horas da noite.

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