Delhi, Agra

Até que não acordamos tão cedo. Eram 6 horas. Deu tempo de tomar um cafe bem caprichado e pegar a estrada para Agra. Como era sábado, o transito não estava tão ruim. O transito de Delhi é uma selva. Carros cruzamos para todos os lados, não  se firmam em uma faixa, os tuk-tuk vão de um lado para outro e quando tudo parece levar a deixar o transito totalmente parado…a coisa flui. E tudo se move, mas também tudo é a base de buzina. Isso é um barulho constante. 

Na estrada, mesma coisa. Muitos carros em certos trechos, mas na estrada que liga diretamente a Agra, é mais organizada, exige que os carros andem na faixa. Mesmo assim, eles deslizam de um lado para o outro. Exige atenção constante.

Nossa primeira parada: Taj Mahal. Havíamos contratado um guia. Sem um guia, o passeio fica muito comprometido. Seríamos abordados a todo momento por pessoas oferecendo algo para vender. Estava muito calor. Enquanto eu esperava a July e nossa filha passarem pela inspeção, na porta de entrada, uma fila enorme, fiquei sobre uma mureta observando os visitantes. Bem, certamente quase que 100% eram os próprios indianos visitando o local. Estamos nessa época de quase “pós -covid”, os turistas do ocidente são ainda muito raros. 

E apenas 20 minutos de caminhada, estávamos ali em frente o majestoso Taj Mahal. Essa era minha segunda visita. Havia visitado ele coisa de 2016. Mas dessa vez o nosso guia foi bastante generoso. Ele tirou belas fotos de nós, como família. Eu e July numa especie de fotos de lua de mel. E também foi divertido todo o passeio por ali por conta das inúmeras pessoas pedindo para tirar foto com a gente. Somos exóticos. O fato que isso também era um momento muito agradável de aproximação. Uma pena não falamos a língua local e eles não poderem falar inglês. Eu adoraria entender a cultura, ouvir um pouco como vivem, como veem o mundo. Muitas vezes fantasiamos isso. Mas na India realmente a coisa parece ser muito diferente. A maneira que veem o mundo. Como tocam a própria vida. Quantos anos de historia a India carrega? Invasões, mongóis, Persas…Quantas religiões passaram e nasceram por ali. Um pais que fala tantas línguas. É um pais com uma bela experiencia. 

O Taj Mahal é um bom exemplo disso. Imaginar que esse monumental templo foi construído, simétrico, todo de mármore, legou anos e muito trabalho de arte, precisão. Uma obra eterna. 

Acho que passamos umas boas horas curtindo o parque. Depois paramos para almoçar num restaurante bem tradicional. Como sempre, comida apimentada. Como a ajuda de nosso guia, pudemos experimentar uma boa variedade de comidas locais. 

Como de praxe, o guia nos leva para essas lojas de souvenir. Ela vendia pecas muito bonitas feitas com a mesma técnica da construção do Taj Mahal. “Somos os únicos que preservam a mesma técnica, passada de geração a geração”. Depois nossa parada seria no Agra Fort. Depois de visitar o Taj Mahal dá aquela sensação de qualquer coisa que você vai visitar dali para frente se torna menos interessante. Não foi o caso do Agra Forte. Um forte imenso, construído no período de dominação mongol, que tem uma vista generosa para o Taj. Novamente nosso guia foi generoso em tirar belas fotos. E mais uma vez foi um passeio incrível com a variedade de roupas, adereços, maquiagem, dos mais variados indianos. Eles sao muito elegantes e inspiradores.

Quando pensávamos que do Agra Forte voltaríamos diretamente para Delhi, o guia nos leva para mais uma parada “souvenir”.  Entramos na loja e fomos levados diretamente a uma sala reservada. La um vendedor pede para nos sentar e começa uma longa historia. Era sobre um trabalho de arte, um quadro com pedras preciosas, técnica que veio da Persia. Depois de uma longa explicação, tudo se tratava de um artista local, segundo ele bem renomado, que vendia esses quadro ali por preço mais “acessível”. Um trabalho maravilhoso, sem duvida. Acho até que poderia valer o valor. Mas todo esse processo de historinha e “venda” é longo e cansativo. July e nossa filha gostaram das confecções e bolsas, usando a mesma técnica como enfeita. Elas acabaram ficando um pouco mais por ali.

No final da tarde, voltamos para Delhi. Pegamos uma chuva forte na estrada. Estamos no período das Monções, época que chove muito, sem parar, nessa região da Asia. Já é uma aventura o transito por aqui, com a chuva então…

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