Seoul, Museu Nacional

Conseguimos finalmente tomar café da manhã no Queen Bakery, próximo ao hotel. Não é nada coreano, mas deu para matar a saudades do estilo francês. Dali seguimos para o Museus de Artes de Seoul. 

Acho que já era a quarta vez que havíamos pego um ônibus, com destino ao Museu Nacional da Coreia, e por motivos aleatórios, não chegávamos lá. Na última tentativa, chegamos a descer uns 5 pontos de ônibus antes, pois havíamos visto um prédio informando sobre uma exposição do BTS. Descemos e fomos conferir. Nossa filha não podia entrar, deixamos de lado e entramos num restaurante de saladas. Muito bom. Saímos verde de lá. A rua toda estava enfeitada de aniversário de um famoso do K-pop. Retomamos a jornada ao Museu. 

Imenso. Essa foi a primeira impressão do Museus Nacional. Mesmo assim, começamos pela primeira sala, para aí descobrir sobre a dinastia que precedeu o império coreano. E fomos seguindo a passos largos pelos andarem. Era segunda feira, museu bem vazio. 

Quando estávamos prestes a sair, passamos pelo que eles chamam de Museu Digital. Eram algumas salas com experiência distintas. A primeira era interativa, bastava tocar nos desenhos e ele abria telas com mais detalhes sobre o assunto.

Já no andar de saída, despretensiosamente , entramos em mais uma sala digital. E ali foi algo bem inesperado. Havia uma sala pre-intermediária. E havia uma tela estilo de cinema, grande, com algumas imagens históricas. Ficamos ali por uns 5 minutos. E entramos na sala seguinte….e o muro que a cercava, imenso, haviam imagens de desenho históricos, animados, e uma música que lhe puxava a emoção. E fui entrando com minha filha, e sentamos juntos, num sofá em formato de pedra. E tudo foi nos envolvendo. As imagens tomavam toda a sala, já estava parecendo que estávamos num sonho. Eu me sentia sentado na guia de rua, em frente a minha casa, quando criança. Comecei a chorar e não parava. Eu me sentia uma criança, sentado ao lado da minha filha. Que sonho! Eu pensava. 

Havia ficado claro um bom uso da tecnologia digital. Uma apresentação interativa, lúdica, musical, despertando o interesse pela história. Tornando a história mais leve.

Mas para mim foi uma das experiências, pessoalmente falando, das mais transformadora. 

O museu era imenso. Um dos maiores da Ásia. Havia uma sessão bem interessante sobre porcelana. Hoje em dia falamos sobre como os chineses copiam o ocidente, mas digamos que à luz da história, também ocidente já copiou muito a China; um bom exemplo disso é a porcelana.

Estava chegando a hora de nossa parada para um café da tarde. Depois de caminharmos pelo tão desejado bairro dos ricos, Itaewon-ro, fomos parar num inesperado café com decoração de estantes de disco de vinil e cds. Música agradável.

Se tem uma coisa que Seul marcou minha vida foi a Olimpíadas de 88. Seoul é total 1988!. 

Havia um balcão, como de um bar. E tomamos nosso café ali, vendo nossa barista preparar as coisas. 

Renovados para uma nova jornada, pegamos um ônibus para o DDP, um centro cultural, digital e com a arquitetura assinada nada menos que Zaha Hadid. Nada é mais prazeroso que esbarrar com algo feito por ela sem ter planejado antes. Segunda vez que isso acontece e é ótimos explorar e admirar a arquitetura, O prédio em si já vale a visita, mas dentro do centro cultural outras interações com tecnologia e design fornece ainda mais uma sensação de estar em outra dimensão. 

Deixe um comentário