Seoul, primeiro dia

Nosso voo levou 6 horas e meia. Partimos de Singapura, nossa atual casa na sexta a noite, viajando de uma “medium Cost” Coreana. Daí tivemos o primeira surpresa: o avião tinha um equipamento de entretenimento dos anos 90. Ué, cadê toda a tecnologia Coreana? 

Bem, com todo o processo de checagem de COVID, todo o desembaraço de chegada levou quase 3 horas. Quando nos sentimos “livres” no aeroporto, daí tivemos a segunda surpresa: o aeroporto completamente vazio, num sábado de manhã. Achamos que era feriado. Mas não era. A verdade é que ninguém está viajando mesmo…estamos numa fase de “ressaca” de COVID. Semanas antes houve um pico de Omicron, e ainda não da para dizer que está tudo sob controle. E todo mundo de máscara, obrigatório. 

Depois um pouco dificuldade para comprar bilhete do trem, pois só aceitava dinheiro; mas depois disso, nos sentimos integrados dentro do sistema.

Tudo muito silencioso, limpo, calmo; cada um na sua. Roupa colorida o com qualquer cor chamativa? Não existe. Todo mundo com celular na mão, Samsung obviamente bem popular. Muitos jovens, muitos cafés, cafés…e muito raro achar um turista. 

Como chegamos antes do almoço, deixamos as malas no hotel e já fomos para nossa primeira exploração. Passamos pelo City Hall, em frente ao palácio Deoksugungna; na avenida principal haviam muitos protestos( depois fomos entender que o novo presidente, recém eleito, está planejando mudar a sede do governo para outro bairro, gerando tais protestos). 

E chegamos ao palácio Gyeongbokgung. As pessoas se vestem com roupas de época. Essa é a parte mais divertida do passeio. A paisagem fica bem mais agradável, e quase não se percebe as longas distâncias percorridas dentro do parque, entre a arquitetura antiga e as pessoas. O frio estava intenso, acho que não estávamos preparados para ele. No minuto que saímos do parque tivemos que nos aquecer em um café. Café em Seoul é parada obrigatória em algum momento do dia. Em nosso caso, foi café da manhã e finzinho da tarde.

Depois de nos aquecer, encaramos pegar um ônibus e cruzar o rio até Gangnam. Nossa intenção era encontrar algo de K-pop. A noite de domingo por lá estava movimentada. Muito neon, luz, eletrônicos, karaoke e lojinhas de “selfies”. Essas lojinhas tem bastante. Eles emprestam vestimentas, ornamentos, você produz a foto como quiser. Na parte alta do Gungnam-gu, procuramos pela “Casa BTS”. Era uma indicação de lugar onde poderiamos encontrar algo sobre a tal famosa banda. Quando chegamos ao local, havia um café, mas a tal “Casa BTS” não existia mais. 

Logo percebemos que a Seoul que estávamos visitando era realmente uma cidade tentando voltar ao normal. Com a pandemia, muita coisa fechou, os turistas desapareceram, as ruas ficaram vazias e existe uma inflação crescendo, não é exclusividade da Coreia. 

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