Tel Aviv, último dia

Quando estive no Santo Sepulcro no Domingo, minha missão era apenas levar minha esposa lá. Era uma missão. No dia seguinte, quando ganhamos a oportunidade de voltar, apesar de eu ter tal imensa oportunidade, eu já não era mais o mesmo. Eu estava duas pessoas, muito confuso e nada centrado. Eu estava ansioso para resolver algo do trabalho. Minha cabeça ficava me condenando de que eu deveria estar no trabalho, de que haveria uma apresentação e eu não estava preparado, então eu seria criticado, eu seria punido, isso denegriria a minha imagem. Então, ali no Santo Sepulcro, como minha mão na pedra, eu reconfirmei a força que senti no dia anterior, cheguei até a pedir para Deus me ajudar a resolver esse dilema. Como era óbvio que eu deveria priorizar minha família, tê-la colocado numa excelente acomodação naqueles dias, de que eu deveria curtir o momento, aproveitar a oportunidade e um ou dois dias de eventual não trabalho não ia fazer a mínima diferença. E que eu poderia ser honesto com todos dizendo o que aconteceu. Mas minha cabeça não pensava assim. E fiquei com essa sobra me atormentando a todo o instante naquele dia.

Em nosso último dia em Israel, resolvermos então curtir Tel Aviv. Outro bom café da manhã, depois caminhada pela praia e uma parada estratégica no luxuoso hotel Hilton. E foi vagando pelo hotel que resolvi entrar na galeria Eden e me deparar com as maravilhosas esculturas em bronze de Dorit Levinstein. Modernas, coloridas e vibrantes…e me aliviaram, e muito, de minhas tormentas… 

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