Israel, a segunda viagem

Israel seria apenas um stopover. Nosso voo de Istambul, não era direto para São Paulo. Teríamos que esperar por umas 6 horas no aeroporto, para daí sim pegamos o voo direto a São Paulo. 

Durante a viagem eu vinha idealizando que o voo poderia ser postergado e que a própria empresa aérea nos daria um dia a mais em Israel. A minha intenção era fazer mais uma visita à Jerusalém. Mas como isso era menos provável, resolvi então avaliar a possibilidade de, sim, sair do aeroporto e dar um pulo rápido na cidade, e voltar a tempo para o voo.

Então estava tudo ensaiado e cronometrado: saímos o mais rápido possível do avião, corremos pelo percurso entre ele e até chegamos em cima da hora da saída de um ônibus para Jerusalém. Tempos de percurso do ônibus: coisa de 1 hora. 

Chegamos em Jerusalém e tínhamos que pegar o tram até o Jaffa Gate. Literalmente, corremos entre o tram e o Santo Sepulcro, no meu da Velha Jerusalém. Eu ia a passos largos na frente, garantindo a precisão do caminho; July e nossa pequena atrás. A nossa pequena tinha uma guia de viagem muito boa: July aproveitada para contar tudo sobre os fatos importantes que ocorreram por ali. No fim, tínhamos uns 20 a 30 minutos para aproveitar a igreja do Santo Sepulcro. 

E para voltar para o aeroporto? Mesma coisa, mesma correria. Mas o tempo passava mais rápido do que havíamos previsto. Quando estávamos prestes a pegar o ônibus direto ao aeroporto, dado que estava incerto quando ele viria, decidimos pegar um táxi. Foi mais rápido, mas mesmo assim chegamos no guichê em cima da hora. No guichê a surpresa: onde pensávamos que nossas malas, que haviam chegado em nosso voo da Turquia, havia sido transferida para o próximo voo, ela na verdade deveriam ter sido coletadas por nós e despachadas por nós para o próximo voo. A atendente: “em Israel, não existe transferência de mala automática para outro voo, questão de segurança”.  Tínhamos a opção de embarcar sem malas, mas temíamos ficar de vez sem elas. Já tínhamos visto aquela história. Mesmo o tempo curtíssimo, corri para os “achados e perdidos” para recuperar nossas malas. July ficou no guichê. As meninas do achado e perdido deram o máximo que podiam, no fim, mesmo eu ter recuperado as malas, não houve tempo para entrar no avião. Ficamos para trás. 

Nos deram então o direito de embarcar em dois dias!

O que a para a July era um sonho e grande oportunidade de ganhar uns dias a mais de passeio em Jerusalém, para mim foi como algo devastador. Eu tinha que trabalhar no dia seguinte. Ela foi bem persistente em me mostrar o lado bom da coisa. Era tarde da noite de domingo, e estávamos muito cansados. Fomos parar num apartamento Airbnb na praia de Tel Aviv. Aqueles clássicos “fotos uma coisa, acomodações outra coisa.”. Até tentamos mudar de lugar, mas estávamos muito cansados. Ou seja, onde ficamos aquelas duas noites, foram uma aventura. Me senti num esconderijo de guerra Israel Líbano. Prédio todo detonado, muito barulho de obra já as 6 horas da manhã e chuveiro que funcionava quando queria. E não era barato. Os preços de acomodação em Israel, que tem uma moeda muito valorizada, são exorbitantes. Foi então uma aventura a mais nessa viagem. 

Deixe um comentário