Nosso voo saiu de Baku quase meia noite e chegamos em Nur-Sultan, capital do Cazaquistão, 4:30 da manhã. Tínhamos apenas um dia para conhecer a cidade. Não sabíamos o que nos esperava. Depois de uma confusão com o hotel de trânsito que seria providenciado pela Air Astana, tivemos que encontrar um lugar para dormirmos algumas horas e podemos enfim conhecer a cidade. Nevava muito. Tudo branquinho. Nossa pequena se divertiu bastante fazendo boneco de neve. Pedimos um Bolt(Uber local). Ele nos pegou no aeroporto, a placa do carro não batia com o que apontava no celular. Mesmo assim, como ele me chamava pelo nome, confiamos e entramos no carro. O motorista não falava uma palavra em inglês, mas falava e digitava ao celular o tempo todo. O carro escorregava não pista; era divertido e tenso ao mesmo tempo.


Na hora do almoço, depois de uma boa dormida, começamos nossa caminha pela área central. A neve bloqueava muito a caminhada, mas tudo era entretido pelos prédios modernos, as ruas muitos bem planejadas e pela suntuosidade dos monumentos.

Subimos a torre Baiterek e tivemos uma vista fantástica da cidade. Qualquer fotografia lá do alto dá a impressão de que tudo é uma maquete. Seguimos pelo Palácio do Governo, inspirado na Casa Branca, e seguimos para o monumento da Paz e Reconciliação, projeto do arquiteto Norman Foster. Ele está situado entre a Mesquita Hazrat Sultan, a Universidade Nacional de Artes, o monumento da independência e museu da História do Cazaquistão. Dali seguimos para um outro projeto de Norman Foster, o Khan Shatyr.

Nur-Sultan, anteriormente chamada de Astana, é uma cidade projetada estilo Brasília. É uma cidade jovem, uns vinte anos. Da parte mais alta é possível ver os limites da cidade. É menos pretensiosa que Brasília em tentar setorizar as coisas. Os luxuosos shoppings espalhados pela cidade denotam a disparidade de renda de uma país ainda dependente de petróleo, tentando encontrar seu desenvolvimento. Nos sentimos muito bem acolhidos e contagiados pela calma e simpatia dos locais.

