Chegamos bem cedo na tal rodoviária de Tbilisi na intenção de encontrar um ônibus para Baku. A ideia original era ir de trem, mas a viagem é noturna, não se vê nada pelo caminho. Descobrimos que um ônibus regular para Baku sai apenas à noite e que teríamos que pegar uma mini van se quiséssemos ir mais cedo. Teríamos que ir até Qax, já atravessando a fronteira, e de lá um ônibus até Sheki, ambos no Azerbaijão.


Conseguimos três lugares em uma mini van, mas o motorista olhou torto quando viu nossas três malas imensas. Deu-se um jeito depois, mas eu e minha pequena fomos sentados num banco de madeira, por quase 5 horas, numa van bem lotada. Atravessamos a fronteira carregando nossas malas e enfrentamos a sabatina do Militar do Azerbaijão checando as cidades que havíamos visitado na Armênia. Chegamos em Sheki para ficar num tal recomendado Karvansaray. Era escuro, quarto realmente bem ao estilo medieval, limpeza duvidosa. Mas valeu pela experiência. Muito silencioso e serviu para fotos bem especiais. Era sábado à noite, saímos ainda para uma caminhada pela cidade em busca de um tal mercado de Natal. Encontramos, mas era muito pequeno e já esvaziado. ]

Pela manhã saímos para uma caminhada pelo Palácio Shaki Khans e palácio de Inverno. A vilazinha era simpática, de quando em quando esbarrávamos com os locais a pé pelas vielas; mas os locais que trabalhavam nas atrações “turísticas” locais eram bem insistentes e inconvenientes. Mas tudo era compensado pela fotogenia de uma vila de parada na época da Rota da Seda, proveniente da China até a Europa.



No final da tarde partimos para a rodoviária local e pegamos mais uma desconfortante mini van até Baku. Enquanto esperávamos na rodoviária, foi uma grande experiência ficar vendo a preparação de doces locais.

