
O fim de semana prolongado seria em Paris. Mas era quarta-feira a noite quando eu esbarrei com um amigo do trabalho que me disse que estava indo para Praga. Já dentro do carro, na estrada, comentei com a July que mudaríamos o percurso. Estamos indo para um lugar que não havíamos visitado ainda. Deixei em suspense. Nossa primeira parada foi em Leipzig, na Alemanha. Passamos a noite em um Hostel em frente à estacão central de trem. Pela manhã andamos pelo centro da cidade. Tudo gira em torno da música. Fácil entender. Leizpig é a cidade de Bach. Eles obviamente se orgulham disso. Viajar por essa região da Alemanha é também viajar pela Alemanha Oriental. É diferente. Não dá para não notar a arquitetura moderna herdada do comunismo. Os prédios padrões e os condomínios socialistas. A cidade antiga é ainda medieval, a parte que atravessou os anos, o comunismo, ainda está lá. Digo, ainda esta lá o que sobreviveu a Segunda Guerra Mundial. Viajar pela Alemanha tem ainda esse ar de segunda guerra. As cidades alemãs ainda exploram isso. Em tudo quando é lugar tem foto do “antes” e “depois” da guerra. Em Leizpig havia uma exposição do Asisi. Asisi é um grande arquiteto e artista, que mistura fotografia ultrarrealista com pintura e digitalização. Tudo em tamanho grande e panorâmico. Ele não é alemão de nascimento mas viveu muito tempo por alí que já pode se considerar como tal. Bach é realmente um artista que dispensa apresentação. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi uma família cantando em um dos calçadões. Era uma música envolvente que dava gosto de ver todos ali dando duro, como família, para arrecadar alguns trocados. Eu imagino que eles sejam de algum países da America Latina, talvez America Central ou México. Lamentalvelmente não perguntamos e ficamos com essa dúvida. O fato é que a era curioso ter aquele silêncio do comércio fechado de feriado, a arquitetura Medievel e a família cantando.
Logo após o almoço seguimos para Praga. Nesse momento a July ficou sabendo do destino final. Ali a longa distância ficou curta dado que ela queria ir para lá já havia muito tempo. Quando saímos da Alemanha logo vimos que a paisagem mudou. Na República Checa haviam morros cobertos de flores e caminhos mais tortuosos. Em Praga, que não era feriado, começamos nosso passeio já na praça principal Weceslau Square, em frente ao museu Nacional de Praga. Essa praça é a que já presenciou tudo quando é fato importante do País. Foi alí que os checos presenciaram os Nazistas tomando o poder durante a Segunda Guerra; foi ali que o País viu os soviéticos tomarem o poder e colocar um governo fantoche. E também foi ali que houveram os protestos pedindo o fim do período comunista. Caminhamos dalí até a cidade antiga. E a cidade antiga é o lugar mais agradável da cidade. A praça em frente a Catedral de San Vito, rodeada de belos cafés e restaurantes. Como o sol estava se pondo muito tarde da noite, pudemos curtir bastante a cidade.
Praga – República Checa
























