Rotorua

 

Rotorua é uma região vulcânica. Estávamos bastante ansiosos para ver as águas quentes em ebolição. A janela do nosso quarto dava de frente para um desses pântanos com fumaça branca. Tomamos um belo café da manhã e seguimos para o parque Maori. Fiquei com um pé atrás quando uma pessoa havia me dito que eu deveria ir até esse parque. Isso deve ser meio pega “turista”, pensei. De fato, existe lá algumas coisas meio “pega turista”. Por outro lado, uma conversa rápida com uma funcionária do parque, uma Maori, me deixou bastante entusiasmado. Ela disse que ela havia passado toda a infância naquele parque. Os Maori, o que se sabe, são os primeiros habitantes da Nova Zelândia. Os Maoris estão para os índios do Brasil. A diferença é que os Maoris eram mais evoluídos em tecnologia, já que utilizaram barcos mais complexos para provalvemente sair de algum continente mais antigo, tal como Ásia ou África, para chegar nesse ponto remoto da terra. Atualmente a Nova Zelândia é composta pelos europeus e pelos Maoris, agora minoria. Claramente eles não se misturaram. A vila Maori a que ela pertencia tinha as casas dentro do parque, época que alí nem era parque. Era intrigante. Isso porque esse parque é cheio de águas quentes jorrando fora da terra, são os famosos Gaisel. O Gaisel mais alto do mundo esta alí. Ele jorra água numa altura de 30 metros, a cada meia hora. A Maori me disse que ela costumava cozinhar por alí. Ela colocava os peixes sobre as pedras para dar um especial preparo à eles e depois levava para a vila. O parque é imenso e os diversos pântanos de águas jorrando espalhados tornam o lugar único. Algumas piscinas verde e azul completam a paisagem. Levamos um bom tempo explorando o parque. No final da tarde, partimos para Napier, na costa direita da Ilha do Norte. O caminho é repleto de surpresas. A primeira foi um rio de águas termais escondido no meio da floresta. Um desvio de 1 killômetro leva você até esse paraiso. O pessoal encosta o carro e pára para um relaxamento, entra na água por uns 15 minutos ou até aguentar. A água esta literalmente fervendo, é bem quente, mas claro, está a um ponto suportável. Outra surpresa são as cachoeiras. Imensas quedas d’água quando você menos espera. Uma das melhores paradas foi a de Huka Falls. Além de avistar o vulcão do Mount Ruapehu, é possivel margear o rio Taupo e ver a corrente forte que forma a queda Huka Falls.


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