“Vai se difícil acordar nossa menina”, disse quando já eram 9 horas da manhã. “Acho que não. Quer ver?”, disse a July. “Little, você quer brincar com a Grace e o Molly?”. Quase que como um pulo, a nossa pequena levanta da cama, sem choro nem nada e diz. “Cadê elas”?”. Eram duas cachorrinhas da Dona Sharil. Quando abrimos a porta da sala, as duas vieram correndo, uma mordendo a outra. A casa era grande, tinha um quintal imenso. A nossa pequena adorou a brincadeira de jogar a bolinha e as duas sairem correndo para ver quem pegava primeiro. Ela explorou bem toda a área. O dia estava maravilhoso. Anderson, marido de Sharil, durante a preparação do café da manhã, mencionou várias vezes que o dia estava bom para curtir uma praia. “Você já havia visto essa fruta?”. Aquilo era uma novidade. O nome da fruta é Feijoa. Dei uma mordida logo de cara. Ele disse que nao era comum comerem a casca. O gosto era uma mistura de Kiwi, goiaba e Fruta do Conde. Ainda falta colocar o gosto de alguma outra coisa, mais não sei decifrar. “Tem bastante aqui nessa região e é muito rica em vitaminha C”. Tomamos café e a conversa foi toda centrada na Nova Zelândia. Falamos de história, de como a familia deles haviam parado nessa remota ilha e do relacionamento com a Austrália, que eles chamam, de “Grande Irmão”. Além disso, comentaram que uns 50% dos moradores da ilha do norte nunca visitaram a ilha do sul. Eles acham mais barato viajar para a Austrália do que para lá. Partimos depois do café. Sharil havia mensionado que deveriamos ignorar a praia de Napier e seguir para outra mais para o norte. “Napier é feia, cheia de pedra”, disse ela. Mesmo assim decidimos ir até Napier porque era mais perto. Logo na beira mar vimos diversas atrações para crianças. Playgrounds de todos os tipos, pistas de bicicletas, skate e mini golfe, tudo isso entre a avenida e a praia. A nossa filha brincou bastante por alí. Descemos até a água. Sheril tinha razão, era cheia de pedra. Mas a praia era uma grande novidade. Era uma delícia andar pelas pedras, parecia uma terapia. O mar era bravo, tínhamos que ficar na beirada com risco de ser sugado pelo mar verdinho. Quando você olha para a cidade, você vê casas e casas em arte-deco. Napier foi toda destruída no terremoto de 1931. No processo de reconstrução ficou decidido que eles utilizariam algo novo, daí a arte deco. Seguimos viagem. Mais três horas de estrada estavamos em Wellington, capital da Nova Zelandia. No caminho, o ponto alto é o rio Manawatu. Um imenso desfiladeiro, o rio imenso fica lá embaixo e a estrada, suspensa, margeando as encostas dos morros. Durante o percurso não existe lugar para parar, uma pena. Perdem-se lindas imagens. A maneira correta de aproveitar a regiao é numa caminhada de 5 horas.
Napier







