Mais um dia de praia. Tomamos um café numa das cafeterias locais no bairro Penril antes de seguirmos para Devenport. A conversa principal no café era o terremoto de pequena escala ocorrido durante a madrugada em ChristChurch, cidade no sul da Nova Zelândia. Quatro anos atrás a cidade havia sido destruída por um terremoto bem forte. A região norte, onde estávamos, parece ser menos suscetível à terremotos, mas nunca se sabe. A vista de Auckand por Devenport é ainda mais estonteante que a do Morro Eden. Para chegar lá, atravessa-se a ponte de Auckland, que também é bem imponente. Com a vista de Devenport ficamos realmente apaixonados por Auckland. Ficamos um bom tempo brincando por alí com nossa menina. Ela adorou correr pelo gramado do morro do Golf Club, brincando de esconde-esconde. Depois brincamos de castelo de areia. A praia estava vazia, mas o mar, apesar de verdinho claro e sedutor, estava bem bravo. Na volta de carro para a cidade, ouvimos no rádio um debate sobre o fato de alguns pais nao quererem colocar os filhos em escolas de “negros”. Os tais “negros” são os Maoris, povo que vivia na Nova Zelândia antes da colonização europeia. A segregação parece ser um tema bastante fervorozo tanto na Austrália quanto na Nova Zelândia. Ambos os países abriram-se para o multiculturalismo muito tarde, praticamente nos anos 90. Na Nova Zelândia é muito comum ver os Maoris e menos comum ver os Aborigenes em Sydney ou Melborne. No entanto, não se vê esses dois povos misturados com os europeus. O que se vê muito em ambos os países é uma quantidade grande de asiáticos, principalmente os chineses. Nossa última visita em Auckland foi no museu de arte moderna. Nesse museu as pinturas Maoris são colocadas como destaque. Faz um certo sentido, já que é uma pintura ímpar, realmente original, comparada com a veia europeia. Havia também uma esposição temporária com o Billy Apple, que já é famoso internacionalmente.
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