Acabamos fazendo um caminho mais longo, cruzando o parque nacional dos vulcões. Saímos no fim da tarde de Wellington e paramos para dormir quase meia noite dentro do parque nacional. Pensávamos em seguir viagem, mas a floresta densa, pista de mão única e o número intenso de curvas estavam nos dando medo. A lua estava imensa, cheia… Acho que a sensação de estar entre um monte de vulcões também aumentava um pouco o drama. Pela manhã, pudemos ver onde realmente estávamos. O céu estava nublado, não era possível ver os picos dos vulcões, apenas suas bases. Mesmo assim é uma vista bem pitoresca para pessoas que vem de um país onde não tem vulcão. Muitas pessoas estavam deixando o Lodge para seguir caminhando pelo parque. Alí era uma base no começo da trilha. Seguimos viagem, continuando a saga das curvas entre a floresta. Vimos bastante ovelhas pelo caminho. Elas se espalham pelos morros, parecendo “pé de ovelhas”. Esse percurso é bem mais bonito do que o percurso da ida até Wellington. A mata é verdinha e parece que tudo tem mais vida. Chegamos no fim da tarde de volta em Auckland. Fomos diretamente até um vulcão inativo, que permite ter uma vista maravilhosa da cidade: o Morro Eden. Estava ventando muito e parecia que o vento queria nos derrubar para dentro da imensa cratera do vulcão. Fiquei empolgado e fui descendo morro abaixo, a July me flagrou com uma foto. Ela gritava para eu parar e eu não entendia “não faça isso, você pode cair lá embaixo, isso é perigoso”. Eu resolvi voltar. Somente quando eu estava no alto é que vi uma placa dizendo “Não entre na cratera de jeito nenhum. Ela é frágil e pode ruir”. Fiquei branco. Não muito longe dalí existe um belvedere. Dessa base é possível ter uma vista de 360 graus da cidade. E ela é linda. Não fosse pelo vento forte, ficaríamos alí por muito mais tempo. Seguimos para a parte baixa, no cais. Queriamos tomar um café vendo os barcos passando. Foi uma atração interessante. Vimos diversos barcos de viajantes pelo mundo. Um deles era de Americanos do Havaí dando a volta ao mundo. O barco deles é bem grande, tem um formato Viking todo antigo e especial com adaptações tecnologicas do mundo moderno, tais como energia solar. Eles haviam acabado de chegar. E essa combinação de mar, viagem e paisagens belíssimas estavam contribuindo para nos apaixonarmos pela cidade. Parece que não somos apenas nós. O mundo está descobrindo Auckland e o sistema de atração de imigrantes vem fazendo a cidade crescer muito e até vem enfrentando uma bolha imobiliária grande e falta de moradia. Os imigrantes preferem Aukland, ao invés de mudarem-se para Wellington ou para a ilha do Sul. Alguns alegam que não existe emprego nessas cidades. A Nova Zelandia parece estar numa economia em crescimento, mas ainda parece ser uma economia muito frágil. Ela depende muito do turismo e quase tudo é importado. O assunto preferido dos Neozolandeses é esporte. Eles falam disso a todo momento. Por outro lado, qualidade de vida é um mantra. O país é rico em praias e belíssimas paisagens.
Caminho de volta à Auckland






