Estava difícil combinar o horário de dormir e acordar. O efeito do Jet leg estava pegando forte. Mesmo indo dormir todos juntos tarde da noite (lá pela meia noite), um só conseguia dormir as 3 da manhã, o outro dormia mas acordava as 3 hs sem sono e o outro nem dormia… Por conta disso, a manhã toda fica confusa. O tempo estava ótimo em Sydney. Estávamos ansiosos para ver um dos ícones da Austrália, o canguru. Nem bem chegamos na estação de ferry, nossa menina dormiu. Ficamos numa situação complicada. Já era por volta do meio dia e temíamos que ela estivesse dormindo como se fosse de noite. Isso significaria horas de sono e comprometeria o passeio ao zoológico. Arriscamos. O ferry deixa no pé do morro onde fica o zoológico. A entrada é “salgada”. Bem, a Austrália é salgada. Sydney e Melbourne são consideradas umas das cidades mais caras do mundo. Mas vir para Austrália e não ver canguru não dá. Entramos no zoológico e já fomos logo para a área dos animais da Austrália. Os cangurus e coalas são os únicos animais soltos no zoológico. Você entra numa área especial e fica muito perto deles. A nossa menina estava dormindo. Não era só ela. Os cangurus também. Acho que eles haviam almoçado e estavam com o estômago pesado… O fato é que a cena decepcionou um pouco, queríamos ver os cangurus pulando… E a decepção aumentou quando disseram que a senha para ver os coalas também havia acabado. Resolvemos então seguir o passeio e almoçar. O tempo passava, e nada da nossa menina acordar. Quando faltava uma hora para fechar o zoológico, ela despertou. Estamos em frente aos elefantes asiáticos. Eu não sabia que haviam elefantes na Ásia. Eles parecem ser bem mais espertos, ativos e brincalhões que os africanos. Ficamos apaixonados por eles. Daí começou a corrida para voltarmos aos cangurus. Subimos o morro o mais rápido possível. Faltava pouco para fechar. Quase não havia mais ninguém. Por outro lado, parecia que estávamos num filme de ficção científica ou do avatar. Os cangurus se movimentavam muito rapidamente pela área, saltando de um lado para o outro, enfileirados. Havia um senhor voluntário do zoológico cuidando da área. Ele sugeriu que nós não nos movimentássemos muito para não assustar os cangurus, daí poderiamos até tocar neles. E assim o fizémos. Ficou praticamente um passeio privado, inesquecível. Quando saímos, passamos em frente a área dos coalas e lá estavam eles soltos. Nao pudemos tocá-los, mas pudemos vê-los muito perto. E corremos para ver o demônio da Tasmania, que não tem nada de demônio não, é bem engraçadinho.
Sydney, segundo dia.





