Great Ocean Road

 

O trem deixou a estação de Sydney às 20horas. Tínhamos pela frente 12 horas de viagem até Melborne. Lá pelas onze horas apertamos o botão de aviso, chamando o comissário para montar nossas camas. Num passe de mágica, os assentos se transformaram em uma beliche. Nossa menina adorou. Ela subiu e desceu a escadinha várias vezes. Tentei fazê-la dormir na parte de cima, mas nada. Ela demorou muito para dormir. O trem chacoalhou muito durante a noite. Me senti numa montanha russa a noite inteira. Apesar de ter a cama, não é uma viagem confortável. Em alguns momentos, o trem parece estar passando por cima de pedras, dá a sensação de que vai descarrilar. É uma aventura. Mesmo chegando todo quebrados em Melborne, pegamos o carro e seguimos para nossa rota, cruzando o grande lago de Melborne, passando por praias de águas azuizinhas e verdinhas. Paramos em algumas delas, aproveitando a areia e o playground. As praias estavam vazias. Essa região é onde se produz os melhores vinhos da Austrália. Antes do almoço pegamos o ferry cruzando o lago para o outro lado. O preço foi muito caro para cortar o caminho, mas quando percebemos que o ferry estava sendo acompanhado por três golfinhos, então o preço ficou mais justo.

Do outro lado começou um dos passeios mais esperado até aqui: a Great Ocean Road. Uma das rodovias mais lindas do mundo. Isso porque a estrada margeia belíssimas praias. E que praias! A gente andava um quilômetro e encostava o carro para dar uma olhadinha. Cada praia tem a vista mais bonita que a outra. Em alguns casos a praia é imensa, de perder de vista, mas as ondas são tão sincronizadas que forma uma vista única. A estrada foi construída com o propósito de realmente tirar o fôlego. No meio do caminho algumas paradas são recepcionadas por coalas e papagaio. Se você tem paciência e olhar clínico, basta avançar pela mata do parque nacional que você vê um monte deles. No meio do percurso da Great Ocean Road, resolvemos passar, a noite em Lorne. Ficamos num resort em frente à praia. As ondas são bem fortes, excelente para os surfistas. Esse tipo de praia é bem diferente do Brasil. As ondas são imensas e elas quebram rente à praia. Se você fica parado na parte raza da praia, quando a onda quebra, você facilmente é sugado para dentro do mar. Uma criança corre muito risco nesse tipo de praia. Fiquei surpreso de não ver nenhum aviso sobre isso em nenhuma das praias que visitamos. Tivemos uma noite maravilhosa em Lorne. Acordamos tarde. Pelo menos descansamos. Voltamos à rota, cruzamos novamente com Coalas. A July ficou apaixonada por eles. Novamente passamos por praias de tirar o fôlego. O ápice desse passeio é um conjunto de pedras imensas espalhadas pela costa, em frente à um imenso penhasco. Trata-se dos 12 apóstolos. Você tem acesso a vários ângulos dessas pedras, mas não pode descer até a praia

Nosso menininha estava toda equipada com baldinhos e pazinhas, mas desta vez teve que se contentar apenas com a maravilhosa vista. Queríamos garantir uma foto em família. Não foi tarefa fácil ter aquela foto que dá para por em porta retrato. Era uma cena meio deprimente ver tanta gente lá tentando fazer um selfie ao invés de pedir para outra pessoa tirar a foto dela. Pela primeira vez na vida fiquei envergonhado em pedir para alguém tirar a nossa foto. Provavelmente elas devem achar deprimente alguém colocar uma foto em porta retrato. Enfim, nós parecíamos peixe fora d’Água. Depois dos apóstolos, nossa última parada foi na praia LOCW ARD GORGE, próximo ao Porto Campbell. Houve um naufrágio nessa praia em 1850. Depois de 3 meses de viagem e sem ver terra pela frente, o navio bate em uma pedra rente à costa. Dois sobreviventes, jovens de 18 anos, conseguem nadar até a praia. É uma praia belíssima, cercada por um vale, como uma saída bem estreita para o oceano. Parece até uma praia particular.

No final da noite fizemos o caminho de volta a Melborne, dessa vez cortando pelo interior.

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Um comentário em “Great Ocean Road

  1. É sensacional essa aventura, de conhecer novos Países, novos povos e suas civilizações. Engrandece muito agente, em todos os sentidos. Parabéns Eduardo.

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