Eram quase meia noite de sábado. Resolvi sair para dar uma volta numa vilazinha perto do hotel. As pessoas estavam caminhando em direção a igreja, muito bem vestidas como quem vai à missa de Natal. Algumas com velas nas mãos. Eu havia achado estranho quando o recepcionista do hotel havia comentado que era pouco provável ter um lugar no restaurante do hotel naquela noite. Quando foi meia noite, os fogos de artifício começaram. Estava parecendo a virada do ano novo. Da janela no nosso quarto era possível ter uma boa dimensão dos fogos por uma longa distância. Não era algo apenas na vila. Era a celebração da chegada da Páscoa em todo o país. Uns vinte minutos depois o saguão do hotel ficou tomado pelos hóspedes voltando da igreja e se encaminhando para a “ceia”. Para os Cristãos a Páscoa é o dia mais importante e isso parece ser realmente o fato na Grécia. Sábado foi um dia bastante interessante. Lembro muito bem na hora do café da manhã a July comentando que o sábado era um dia em que os católicos geralmente ficam mais compenetrados, pois é o dia que antecede o Domingo da Ressureição, assim sendo a celebração da Páscoa acontece no próprio sábado, em horário próximo à meia noite . Nunca percebi isso muito no Brasil, mas certamente isso acontece aqui na Grécia. Alugamos um carro e saímos para explorar as famosas praias paradisíacas da Grécia. O céu azul era convidativo, mas ainda havia um friozinho no ar. A primeira parada foi Glifada. Uma espécie de Guarujá para os paulistas. Depois seguimos para Vouliagmeni, entramos em praias onde era comum ver placas com “proibido tirar fotos”. Não por causa da paisagem, essa poderia tirar fotos. Mas era mais para preservar as pessoas. Afinal era muito comum misturar praia com dezenas de iates dos milionários. Essas pessoas sim não queriam ser fotografadas. O mar mediterrâneo nessa região é azulzinho, cristalino. Paramos para almoçar em Vouliagmeni, onde nossa bebê aprendeu a tornar o gato seu melhor amigo para sempre oferecendo-lhe carne, só isso já é o suficiente. Aqui na Grécia é muito comum encontrar gatos e cachorros sem donos espalhados pelas cidades. São muito bem cuidados. Todos parecem ter donos e domesticados. Depois paramos para curtir uma praia chamada Varquizia. Depois seguimos para o templo de Poseidon. Fizemos o caminho entre a costa oeste até o sul passando pelo parque Nacional Sounion, o que garante uma vista muito boa de toda a costa. E era curioso dirigir pelo parque nacional e ver de vez em quando, no meio de uma área tão deserta senhorzinhos do nada fazendo cooper. Poseidon era o Deus do Mar na mitologia grega. O templo fica no alto de um morro, bem no extremo sul da Grécia. Dalí é possível avistar diversas ilhas.
Depois de curtirmos o por do sol, seguimos para Kifisia, norte de Atenas. Para chegar até lá preferimos fazer o percurso de volta pelo lado leste da Grécia. O GPS me deu várias enganadas. Muitas das palavras em grego não estão muito bem traduzidas, o que faz com que um lugar se pareça com outro e o GPS acaba te levando para lugares no meio do nada. Algumas vezes se perder é um benefício. Outras não, tais como pagar o mesmo pedágio duas vezes num intervalo de 10 minutos apenas. O que mais me impressionou no passeio de hoje foi que não vimos pessoas curtindo as praias e poucas gente pelas ruas. Os restaurantes bem vazios. Eram os cristãos compenetrados…





