Toquio, Asakusa e Sumida


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Sábado, nosso ultimo dia completo no Japão, partiremos domingo pela manhã, aeroporto Haneda. Até aqui eu havia acumulado dezenas de coisas que me chamaram a atenção andando por aqui. Entre tantas, algumas delas:

 

-Etiqueta. Os japoneses levam isso a sério. Comparado com qualquer outro lugar do mundo, se você não segue a etiqueta, você tende a se sentir mau entre eles. Eles são o cumulo da polidez e educação.

 

– O arroz sempre foi o prato principal do Japão, mas a geração mais nova tem preferido acompanhamentos como nuddles ou pasta.

 

-Eu estava na fila do banheiro unissex da Starbucks de Kyoto e quando chegou minha vez, uma mocinha que acabara de usar o banheiro me pediu para eu esperar porque ela iria providenciar papel higiênico, pois havia acabado. Ela foi até o balcão e pediu para a atendente. A atendente parou o que estava fazendo e veio como rapidamente providenciar o papel e certificar que tudo estava em ordem. Banheiro no Japão é coisa séria. Tem em todo quanto é lugar e é de graça. É extremamente limpo. E tem até trocador de bebê na área dos homens, assim como assento para colocar a criança enquanto você usa o banheiro.

 

-As pessoas andam bastante de bicicleta, mas aparentemente em menor número que em outros países famosos como China, Holanda e Dinamarca. Eu me apaixonei pelas bicicletas japonesas. Elas parecem ser mais resistentes. As bicicletas tem travas mas não estão amarradas a lugar nenhum. Não existe roubo de bicicleta assim como existe pouquíssimas faixas exclusivas. As pessoas andam nas calçadas, junto com os pedestres.

 

-Existe fila para tudo. Para entrar no metro, para sair do metro. Para cortar o cabelo. Para entrar nos restaurantes.

 

-Era comum ver um monte de adolescentes, um atras do outro, em fileiras, lendo mangás(gibis japoneses) de graça nas lojas de conveniência. O engraçado é que eles ficam lá em pé paradinho, nem se mexem, lendo e virando a pagina rapidinho.

 

-Todo mundo tem celular mas ninguém parece usar ele para falar. Raro ver alguém falando em celular em lugar público. No trem é proibido. No metrô, não é lei, mas existe a recomendação de não utilizá-lo e todo mundo respeita. Restaurante? Nem pensar. Em lugar publico eles utilizam apenas mensagem de textos. Mas claro eles estão sempre checando o celular…

 

– Nas estações de trem e metrô era comum ouvir músicas de relaxamento. Algumas vezes até eram sons de animais. As vezes era um passarinho, parecendo que ele realmente estava na estação. Por outro lado, essas musiquinhas eram abafadas pelas inúmeras comunicações. Repete-se muitas vezes o nome das estações o que provavelmente deixa todo mundo estressado, fora os problemas do dia a dia.

 

– O japonês não tem a mesma obsessão em ganhar na loteria que o brasileiro tem. Eles sabem que a probabilidade é extremamente baixa e jogam apenas por divertimento, sem realmente achar que podem ganhar. Se ganhar, eles utilizariam o dinheiro para extravagancias, tais como realizar a viagem dos sonhos, mas jamais pensar que isso será a solução dos problemas.

 

–    O uso do Kimono tem iniciação diferente para homens e mulheres. Meninos comecam a usar a partir de 3 e meninas 5 anos. O Kimono é mais utilizado atualmente em ocasioes especiais, tais como casamento ou outra celebração. Em Kyoto, por exemplo, vimos diversas pessoas andando pela cidade de Kimono, mas muitas delas estavam realmente indo a algum evento especial.

 

–    O fumo ainda é um problema por aqui. Existem lugares para fumantes e existe ainda restaurante e cafés que aceitam pessoas fumando. Contudo, fumar na calçada é bem restrito.

 

–    O japonês escreve ou lê as frase dispostas na horizontal e vertical. A mais tradicional é na vertical, contudo a geração mais moderna tem preferido a horizontal.

–    O tipo sangüíneo é uma informação muito importante na relação entre casais. Antes de se aprofundar o relacionamento, eles perguntam o tipo sangüíneo do outro, isso ajuda a saber as características do outro e se o relacionamento pode dar certo.

 

Passamos o sábado pela manha em Asakusa, um bairro em Tóquio. A july teve a idéia de comprar um kimono para nossa bebê e ela se divertiu bastante andando pelo templo budista Sensō-ji. Depois caminhamos pelo parque Sumida, nossa despedida da Cher. Dali pegamos um ônibus e fomos até o museu de Tóquio. Eu tinha grande expectativa com esse museu, principalmente sobre a cobertura do grande terremoto de 1923 e os bombardeios da Segunda Guerra. O museu foi um passeio bem agradável, mas achei bastante econômica a cobertura dos  tais grandes eventos. Eu estava esperando um andar inteiro sobre a guerra, mas apenas dois painéis resumiam os acontecimentos. Ao lado do museu demos uma passadinha no ginásio de lutas de sumô e pegamos um trem de volta a Estação Tóquio. Era nossa despedida de Ginza. Era nossa despedida de Tóquio.

Na manhã do domingo, pegamos o avião de volta a Londres, de Londres a Amsterdam.

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