De volta a Tóquio

imageNa sexta feira pela manhã resolvemos voltar para Tóquio. Até chegamos a cogitar uma parada em Nagoya, mas o tempo chuvoso não era muito convidativo. Pegamos então mais um Shinkansen, o trem-bala japonês. Ah, o Shinkansen…isso é um sonho. Esse trem já é um evento em si. É um transporte fenomenal, mas não é nada barato, mesmo para os japoneses. Existem bons transportes alternativos tais como ônibus e os trens regulares. Levam mais tempo, mas são mais acessíveis. O fato é nem todo mundo anda no trem-bala. Nessa viagem fora de Tóquio também pudemos observar desigualdades sociais. Não são tão dispares como no Brasil, mas também não é desprezível. Essa história de todo mundo usando roupas de grife e esbanjando em consumo parecer ser algo localizado e não generalizado. A economia japonesa ainda esta tentando se recuperar e as pessoas tentando garantir trabalho e poupança para um futuro mais prospero. Recentemente o governo aumentou os impostos para cobrir gastos com tsunami o apertou ainda mais o bolso do japonês comum. O Japão tem um custo de vida muito alto. E com a recente dança das desvalorizações de moedas no mundo, o Iene, moeda do Japão, esta bem mais caro. Talvez esse tenha sido o motivo de não termos visto tantos turistas estrangeiros por aqui.
Em nosso percurso de volta a Tóquio não tivemos a mesma sorte que na ida e não conseguimos ver o Monte Fuji. Por outro lado, nossa menina estava mais calma e pôde ficar na janela curtindo a paisagem das casas japonesas, enquanto via mais um dos meninos japoneses vidrado num Nintendo SD.
Ficamos hospedados novamente em Ginza, novamente num quarto miniatura. Dessa vez a privada chamou a atenção por ser bem menor que a de um banheiro de avião. Aqui no Japão os assentos são cheios de parafernálias eletrônicas, com botão com água para lavar as nádegas ou liberar ar/ventinho. Tem botão para levantar e abaixar a tampa. Algumas delas tem regulador de jato e até musiquinha. Nesse assento do hotel era impossível não esbarrar num desses botões, o que tornava um ato simples extremamente complicado.
Na parte da tarde fomos ao topo da maior torre do mundo, o Skytree. A vista é impressionante, mas não é possível ver a baia de Tóquio como na Torre de Tóquio. Ficamos impressionados mesmo foi com variedade de comidas e produtos que nunca tínhamos visto sendo vendidos no shopping na base da torre. Entramos numa loja de brinquedos e nem sabíamos por onde começar a olhar. Para conhecer tudo é necessário vir com muito tempo. Ficamos tão estressados com tanta variedade de coisas que decidimos abandonar o local e curtir um bom cafe da tarde com panquecas japonesas. Havia um bom playground dentro da Torre, daqueles que se paga por hora; dos muitos que vi à céu aberto era raro ver uma criança. A taxa de natalidade do Japão está muito baixa. Quando nossa menina viu o playground, foi engraçado vê-la tirar o casaco e o tênis automaticamente como quem chega para trabalhar. Ela se divertiu muito, um alivio nessa viagem corrida.image


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