Toquio, a primeira Cherry Blossom

imageDescobrimos que em Tóquio também tem padaria; e das boas. Temíamos que uma simples fatia de pão puder conter algo inesperado como recheio com massa de feijão ou pasta de peixe. Gosto muito de comida japonesa, mas ela tem sido um grande desafio. O fato é que há muito o que ser desbravado nessa área e muito o que ser internacionalizado para facilitar a apreciação. Por outro lado, não se vê coisas tão exóticas quanto a comida chinesa, e a apresentação dos pratos são um espetáculo em si mesmo, resultado de muito trabalho de elaboração e finalização. Essa padaria já era bem ocidentalizada. Nada de truques dentro do pãozinho.
imageimageNosso sabado começou com a visita clássica ao Palácio Imperial. Digo, ao escondido, discreto e distante palácio Imperial. Me pareceu muito mais interessante ver os japoneses tirando foto do palacio e ouvir diversas vezes um policial impaciente apitar para as pessoas nao subirem um degrau para melhorar o angulo da foto do que proprianente ver o palácio. Esse foi por enquanto o unico momento que vimos um policial atuando. Tendo realmente a acreditar que a palavra roubo nao existe por aqui. É muito comum deixarem tudo vulnerável :bolsas, objetos sobre a mesa e bicicletas sem cadeado. Dada toda a quantidade de valores que uma pessoa carrega (todo o tipo de eletronicos, dinheiro, etc), esse é sem duvida o lugar que nos sentidos mais seguro no mundo dentre os paises de primeiro mundo. Voce se sente literalmente no primeiro mundo. Os arredores do palacio vale muito o passeio, pricipalmente pelo contraste do antigo e da ultra modernidade da região da estacao de Tóquio. Estamos apaixonados por aquela região: Pela efervescência, contraste e pelos serviços de qualidade.
O passeio seguinte foi de tirar o fôlego: uma linha de metro especial percorre uma região conhecida como ilhas artificiais, o que é possível ver com um privilegio a baia de Toquio. Eu tenho um carinho especial pela baia de Tóquio desde criancinha. Esse é provavelmente o lugar que eu tinha mais interesse em conhecer. A baia de Tóquio era o lugar de onde surgiam os monstros da serie de TV japonesa conhecida como Expectroman (programa que veio para concorrer com o Ultraman). Era um sucesso no imageimageimageSBT anos 80. Esse programa me intrigava porque me lembro perfeitamente do mote da história do super herói, que eu gostava muito, mas lembro que isso nunca havia sido motivo de maiores explicações aqui no Brasil. Veja só que interessante o que descobri sobre ele. Ele foi criado no inicio dos anos 70 para ensinar ecologia as crianças. Os monstros nada mais eram do que resultado do lixo da Baia de Tóquio vindo para atacar os seres humanos causadores da poluição. O Expectroman era inclusive funcionário publico do serviço antipoluicao de Tóquio. Esse foi provavelmente o primeiro programa no Brasil a ensinar ecologia as crianças. Ele era tosco, mau feito, algo também reconhecido por aqui, mas a mensagem era simples e relevante e foi um sucesso. O passeio pela baia foi de longe a melhor, por enquanto. O trem percorre as ilhas depois de atravessar uma ponte que lembra um pouco a ponte de Sao Francisco. Logo após o almoço, uma paradinha em Shinbashi para cortar o cabelo. “Vai no estilo japonês?”, pergunta o cabeleireiro, brincando. Quando eu havia chegado ali, entrei numa salinha de espera onde as cadeiras eram numeradas. E havia uma maquina para realizar o auto-serviço de pagamento e escolher o serviço. “E por que muitas pessoas usam mascaras por aqui?”, perguntei ao cabeleireiro. “Por que elas te, alergia aos pólens. O uso das mascaras se intensificam com a chegada da primavera.
E finalmente, na parte da tarde, atravessamos a cidade para participar do festival da primavera no mais famoso parque da cidade, o Ueno. A quantidade de gente entrando no parque em clima de festa parecia que todo mundo tinha saído para as ruas comemorar o titulo da copa do mundo. Era na verdade a celebração da chegada da Cherry Blossom, ou a Cerejeiras em Flor. Dentro do parque parecia Woodstock. Milhares de picnics espalhados e uma multidão caminhando sob as arvores de cerejeira. Apesar da multidão e das paradas para fotografias, o fluxo se movimentava bem e não havia um mísero papelzinho no chão. Fiquei emocionado, tenho que confessar, por que se tratava de pessoas vindo para o parque simplesmente assistir um espetáculo da natureza, em família, nada mais. Isso diz muito sobre a cultura japonesa. Também assistimos apresentações de danças que nunca havíamos visto antes. Ate deu vontade de se juntar a turma. A visita ao parque Ueno foi nosso primeiro contato com a Cherry Blossom.
A ultima parada do dia foi alucinante. Um passeio no ultra estressante bairro Akihabara. Ja era noite de sábado e tudo estava aberto. O capitalismo japonês é do estilo ultra agressivo. Tudo aberto até tarde, muita propaganda, néon e alto consumo. Nenhum comercio tem cara de que vai fechar em um mês por falta de cliente.

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2 comentários em “Toquio, a primeira Cherry Blossom

  1. July, Eduardo e Lori: fiquei encantada com a nova aventura de vocês! Agora a emoção aumenta porque tem a pequena Lori em cena…Rs

    Saudades de todos. Detalhe: eu sou apaixonada pelas cerejeiras. Quero um dia poder vê-las de perto.

    Abração à todos.

  2. É muito emocionante, relembrar desses passeios que vocês fizeram pelo Japão…… e em muitos lugares do Oriente.Me emocionei muito ao vê-los….., em lugares tão distante e se sentirem tão bem !!!!! Isto é que maravilhoso. Parabéns pra você Eduardo e July. Aceitem meu abraço e minha bênção.

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