Japão, primeiro dia.

GinzaEstamos nos sentindo em casa no Japão. As primeiras impressões sao ótimas. Depois de 12 horas de voo entre Londres e Tóquio( com sensação de 4 vezes mais quando se esta viajando com criança). Mas nossa pequena se comportou muito bem para alguém com um ano e sete meses. Dormiu por umas 4 horas seguidas, depois se entreteve com brinquedinhos e pelo tour pelo avião. O desafio mesmo são as 8 horas de diferença com A Holanda. Nosso avião pousou no aeroporto Narita, o segundo maior aeroporto de Tóquio. Impressiona mais o tamanho externo e bem menos sua sua estrutura de passageiros. Mas ali foi o lugar que já tivemos o primeiro contato com a cordialidade japonesa. Eles são extremamente cordiais, formais e com um extra incrível para agradar o estrangeiro. Gostei muito de ter uma experiência diferente no processo de compra. Existe toda uma etiqueta para comprar que não estamos acostumado. Dar o dinheiro com as duas mãos é uma delas. A atendente lhe devolve com as duas mãos e tudo soa como uma mistura de informal( afinal é uma relação consumidor e empresa), mas ao mesmo tempo formal, pois ela trás um certo respeito adicional a relação quando se curva para dizer obrigado e lhe entrega o dinheiro com as duas mãos. Eu me senti um grosseiro nas primeiras experiências. Bastante incomodado em não saber seguir tais etiquetas. Estamos aprendendo. Pegamos um trem expresso entre o Narita até Toquio. Foi um pouco difícil se reter a paisagem já que nossa pequena estava bastante agitada e o ambiente de bordo é o oposto da Europa. Um silencio geral. Cada um na sua cadeira, sentadinho. Em certo momento um rapaz empurrando o serviço de bordo, pára na entrada do vagão e fala bem baixinho algo como uma introdução ao seu serviço e se curva no final. Logo após ele se curvar, me vê em pé e se demonstra bastante surpreso. Dava para entender. Era possível ver todos os vagões enfileirados e nada, nem um pezinho para fora, impedindo o seu caminho. Somente eu. Ele larga o carrinho na entrada e se encaminha em minha direção. Logo ele abre um sorriso quando entende que estou cedendo o lugar para a minha filha. O trem parou na estação Tóquio e descemos correndo com nossas coisas…o trem parece que não fica muito pouco tempo na plataforma. Isso muda muito para a gente. Temos que ficar ainda mais atento com nossa menina. Depois de se enrolar bem com o mapa quando saímos do metro, andando na chuva em direções opostas ao que deveria ser, encontramos o hotel. “Vocês deixaram já preparado o berço dentro quarto ou vocês montarão mais tarde”?. Todas as atendentes pararam, se olharam bastante surpresas e gaguejaram no inglês: “Senhor Guimaraes, lamentamos mas nosso hotel não tem berço”. Quando subimos para nosso quarto e abrimos a porta nos fez lembrar nossa bebe quando estava brincando dentro do avião. Um dos brinquedos era um conjunto de mesa e cadeira do tamanho de um playmobil. Observamos que ela tentava sentar na cadeirinha, como se isso fosse para ela, sem ainda entender o tamanho das coisas. Esse era o nosso quarto. Apesar de ser para casal, é impossível dois andarem dentro dele. Não coube nossas malas o que dirá um berço. Mas confesso que adorei lembrar quando eu era bebe, tomando banho na minúscula banheira.

Nossa bebe num backpaker especial.
Nossa bebe num backpaker especial.

Largamos tudo no hotel e corremos para conhecer Ginza, o bairro que estamos hospedado. É um bairro bem charmoso. O seu centro é algo parecido com a Time Square e a Picadily Circus rodeado de lojas de grifes famosas. A loja de Apple não é tão revolucionária mas o ambiente de nerds nos lembra que estamos no Japão. Se perder pelo bairro foi uma delicia. A july ficou decepcionada quando se interessou em comprar um doce com uma aspecto deliciosos mas com recheio de feijao. Queremos experimentar, mas era demais para o primeiro dia. Visitamos o prédio da Sony e pudemos checar novidades ainda não lançadas fora do Japão tais como uma filmadora que mesmo alguem chacoalhe muito ela, a imagem mantem-se estável.

O nosso jantar foi a cereja no bolo em nosso dia. Escolhemos um restaurante porque havia um aquário na porta. Quando pedimos uma mesa, o maitre frisou que eles só servia aquele peixe esquisito no aquário. Aceitamos. Um ambiente bem tradicional, e algumas fotos no cardápio. Teve um prato específico que me chamou a atenção. A atendente extremamente simpática, mas sem falar inglês( e nem eu o Japonês) da a entender que só é possível comer aquele prato conjugado com outro. Aceitamos. Minutos depois a revolução começa. Ela trás um prato cheio de coisas cruas e muito bem apresentadas, uma panela e liga o fogão. Nossa mesa era um fogão. E em três minutos começa uma fumaceira danada, um aspecto ate bonito e com cheiro agradável. Mas o problema era administrar nossa pequena nesse ambiente de alto risco. Cercamos tudo de perigoso contra ela mas foi um desafio e tanto. Quando pensamos que ja haviam servido tudo e podíamos sair, o maitre disse que agora ele ia servir o tal prato que havíamos escolhido. E dessa vez ele mesmo preparou em nossa frente. Era um tal de Poridge de arroz com ovos. Simples, mas delicioso. Na saida do restaurante o maitre esclareceu que todos os hoteis de Ginza sao realmete apertados. Serviu de consolo.imageimageGinza

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