Irlanda, segundo dia

No sábado pela manhã andamos novamente pela cidade, visitando o castelo, a universidade principal de Dublin e o Trinity College. Daí
partimos para outra fase da viagem. O interior do país. Alugamos um carro e em três horas, estávamos no outro lado do país, em Galway. Isso sim valeu a pena. Vimos paisagens que nos fizeram sentir em um filme. Para citar alguns, o “PS Eu te Amo” e o “Casa comigo?”. Queríamos chegar no meio da região da Conemmara antes do anoitecer. Um percurso novamente generoso. O silêncio, poucas pessoas, os pequenos sítios, e poucos carros pelo caminho, aqueles corredores delimitando os acostamento das ruas  nos acompanharam por todo o percurso. Alguns lagos pelo caminho incrementavam as paisagens cinematográficas. São aquelas paisagens que por mais que você tenha a melhor câmera fotográfica do mundo não é suficiente para captar esse golpe baixo da natureza. Sim, esse é o golpe: você tem que estar lá para ver com seus próprio olhos, porque o sentir também faz parte, a temperatura, o vento, a sua emoção.

Depois de fazermos um tour de umas 5 horas por Conemmara, voltamos para Galway para passarmos a noite. Não tínhamos reserva, como sempre. Encontrei um hotel no centro da cidade que parecia valer a pena pagar seu preço, não fosse pelo fato de não ter vaga. A July, carregando nosso ouro em sua barriga, ficou esperando no saguão de um outro hotel(também sem vaga), em frente a ponte no centro da cidade enquanto eu buscava alguma coisa. Na frente constava o nome de Hostel. Fui entrando, mais parecia um bar, um pub, muita gente bonita bebendo e conversando. A  música na maior altura. Isso é hotel ou discoteca? Fui atravessando a “festa”, em busca da recepção, a uma decoração ultra moderna. Pensei em desistir quando vi uma plaquinha no chão apontando a recepção onde a festa rolava solta. Como ainda assim eu não a encontrei, gritei para um cidadão que me apontou uma mesa no meio do salão e o recepcionista, um cara que parecia mais um modelo de terno e gravata solta dançava freneticamente com umas moças. Quando consegui enfim abordá-lo, me disse que não havia mais vaga. “Isso aqui é  sempre assim?” , perguntei. “Ah sim, isso é um hotel Relax Lounge”. “Deixe me ajudá-lo a encontrar um hotel.” Em dois telefonemas encontrou uma vaga não muito distante dalí, em um belo cais.

• Cliffs of Moher

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