
No domingo, úlltimo dia de passeio pela Itália, não tinhamos mais a companhia da Alessandra e da Sinara. Como não havíamos conhecido Milão, então preferimos dar uma esticadinha até Como (uma cidade italiana próxima a Suíça) pela manhã e voltarmos na hora do almoço para Milão e conhecer o que fosse possível da cidade até o horário do vôo. A cidade de Como fica uma hora de Milão. Ela está localizada relativamente perto dos Alpes Suíços. A cidade está situada entre montanhas e em frente a um belíssimo lago. Caminhar em volta do lago é passeio turístico mais comum por ali.
Contudo, preferimos seguir a dica de um amigo italiano que viveu na região desde a infância até ele terminar a faculdade. Subimos um morro ao lado do lago, onde pudemos ter uma vista de tirar o fôlego. Para chegar até o topo é necessário passar por ruazinhas bem irregulares e estreitas, com casas belíssimas e regada por todo famoso charme italiano. Como era período que antecedia a Páscoa, vimos algumas famílias voltando da missa carregando seus raminhos pelas ruas, uma combinação clássica da vida do italiano: família e catolicismo. O catolicismo na Itália parecer ser uma instituição instalada em seu DNA. Não digo isso apenas porque o Vaticano está na Itália, mas realmente porque o italiano parece ter o catolicismo em sua alma, como algo incontestável, tal como viver em família, proteger a família, e viver de bem com a vida. Realmente aprende-se muito com o italiano. Parece que eles sabem viver, estão sempre de bem com a vida, sorrindo e demonstram confiança no que fazem, e fazem com um toque humano que realmente parece carregar anos de experiência, desde os romanos, passando pelo renascimento. Desde um simples café até um carro, sempre buscam colocar um toque de maestria, imprimir sua marca, sua classe e bom gosto. Ficamos um bom tempo curtindo a paisagem de Como, justamente refletindo sobre o que os italianos tem a nos ensinar. E logo depois, sentindo os bons ares da montanha, voltamos novamente para a parte baixa de Como, atravessando ruas charmosas, cruzando com aquelas Mamas(aquelas mães italianas) carregando sacolas de plástico cheia de verduras e bengala em cesto de vime. Não à toa que várias celebridades de Hollywood tem casa de veraneio por alí, como é o caso do George Clooney. Na hora do almoço estávamos de volta à Milão, bem em frente ao castelo medieval. Ao visitá-lo descobrimos que ele já foi tomado por tudo quanto é povo. Até mesmo Napoleão Bonaparte, líder francês, chegou a comandar suas tropas por alí. Depois visitamos a imponente Catedral de Milão, também conhecida como o Duomo de Milão, e a galeria Vitório Emanuele. Tivemos a oportunidade de andar por Milão, sentir sua arquitetura arrojada, misturando o antigo e o toque charmoso do novo. Chamou a atenção a arquitetura antiga de prédios “pesados”, estilo palácios, um justaposto ao outro, com detalhes requintados e o charme das construções italianas, com suas janelas, floreiras e varandas. Essa arquitetura misturada com o trânsito bagunçado e a irregularidades do asfalto com paralelepípedos, linhas de trams ( aqueles bondes que parecem um vagão de trem andando pelas ruas), e seus faróis demorados, passavam uma sensação de passeio pelo mar, a deriva dos ventos. Fiquei realmente encantado com esse estilo muito particular da cidade. Dois lugares guardei como preciosos e pretendo voltar um dia: a Via Giovani Boccaccio e a Via Corso 22 Mayo.
Esse passeio pela então, Itália chegava ao fim. Ficamos honrados por termos tido a companhia da Alessandra e da Sinara nesse passeio inesquecível pela Toscana e Liguria. Antes de partir, demos uma passada rápida no hotel onde elas estavam hospedadas para desejar uma boa viagem de volta ao Brasil.














