Expedição Yellow Submarine – Bath and Stonehenge

 

Stonehange não valeu…tá, você vai ver o porquê. Em compensação de passeamos bastante por Bath. Nosso passeio a Bath começou cedo.  Dessa vez resolvemos alugar um carro em Londres, fugindo um pouco do tradicional ônibus e trem. Havia um propósito: com o carro ficaria viável passear por dois lugares relativamente próximos mas fora de mão no mesmo dia.  Esse foi o primeiro carro que dirigimos na Inglaterra. Naturalmente a parte mais divertida ficou por conta do aprendizado de dirigir ao contrário. Dentro do estacionamento da locadora em Londres, foi uma confusão. Não sabíamos para qual lado sair e ficamos travados em diversos momentos. Logo que tomamos a estrada o negócio ficou ainda mais divertido.  Além da falta de jogo de vista, o que mais atrapalha é a mudança de marcha com a mão esquerda. Mas tudo isso honestamente é compensado pelo charme de dirigir ao contrário e com a vista maravilhosa das estradas da Inglaterra. Como alugamos o carro sem GPS o outro passatempo ficou por conta do acompanhamento das placas das estradas com sinalização numéricas. Sem GPS e sem mapa, tínhamos que acompanhar algumas anotações rabiscadas em um post it, tudo isso para tornar o percurso ainda mais desafiador. O percurso de Londres até Bath, mais ou menos uma hora e meia de Londres, foi razoavelmente fácil. Mas dentro de Bath, como não tínhamos um mapa, foi uma confusão. Era a primeira vez dentre todas as nossas viagens pelo mundo que tínhamos que encontrar um lugar para estacionar o carro. Confesso que, apesar da imponência do veículo, tive vontade de me livrar dele. Se por um lado havia o conforto, por outro havia o transtorno de estacioná-lo. Tudo era muito caro e quase todas as ruas ¨proibidas¨. Ironicamente, o lugar que se demonstrou mais acessível foi a estação de trem de Bath: preço fechado para um dia.

Deixamos então o carro na Estação e passamos a explorar a cidade. Bath é uma cidade no oeste da Inglaterra que foi explorada pelos romanos por volta do ano 40 d.c.. O romanos se instalaram nesse local com o intuito de explorar o poder medicinal e místico das águas termais encontradas no local. Daí o nome Bath (banho, ou caldas, tal como em Caldas Novas, no Brasil).  Devido a sua história e arquitetura medieval e georgiana, a cidade foi considerada patrimônio histórico da humanidade. A atração principal da cidade é justamente o  “The Roman Baths”, lugar onde os romanos realizavam os banhos.O lugar é um museu, bem no meio do centro da cidade, e preserva algumas partes da construção
original complementada pela construção mais recente (não tão recente, mas depois da ocupação romana). Logo depois do passeio pelo Roman Bath, entramos na Bath Catedral ( ou Bath Abbey), uma belíssima igreja construída em 1499 e que pertence a igreja anglicana da Inglaterra. Se você ficar mais de uma hora nessa igreja provavelmente sairia corcunda, pois as seu teto( ou sua nave) chama a atenção pelos efeitos do desenho geométrico em toda a sua extensão.

 

Depois da igreja andamos pelas ruas pitorescas de Bath enfrentando um frio de zero grau se distraindo com lanche tradicional de atum para ganhar tempo. Depois de passar pelo aquecimento do jogo do time de Rugby do Bath contra “não sei quem”, e nos perderm
os pela rua Great Pulteney, a que preserva boa parte da arquitetura Georgiana, devido ao vento gelado-petrificador, voltamos para o calorzinho do nosso carro. Como planejávamos seguir caminho até a próxima parada, Stonehenge, resolvemos pegar o carro na estação e acelerar a visita pelos demais pontos de Bath.  E mais uma vez seguimos girando pela cidade tentando entender as direções e enfim encontrar os famosos “Círculo” de Bath, uma espécie de conjunto de construções georgianas que circulam uma praça e o “Royal Crescente”, também um prédio imenso que forma uma meia lua. O tempo corria….e o dia procurava desaparecer. Nessa época do ano, os dias são bem curtos na Inglaterra. O sol se põe 3 ou 4 horas da tarde. Seguimos nosso rumo com a dura missão de chegarmos a Stonehenge antes do anoitecer e atravessando diversos “vire a esquerda” e “vire a direita” logo após tal cidadezinha ou farol. Sem mapa o negócio ficou difícil. As anotações no papel não foram suficientes e algumas abordagens pelos Pubs ingleses(como são chamados os bares por aqui) para perguntar sobre o melhor caminho  custaram algum tempo de entendimento. Interessante é que os ingleses são atenciosos para passar a informação, mas são atenciosos demais: geralmente as explicações sobre o caminho são muito extensas o que confunde muito o interessado. Ele não se contenta em apenas dizer, vire na segunda a esquerda. Mas ele prefere dizer “logo que passar duas ruas, sendo que na primeira rua vai ter um supermercado na esquina e na outra vai ter uma lavanderia, você dá a seta para esquerda, pára do lado esquerdo e vira a esquerda, tentando não


atropelar ninguém”. Contando essa história toda o ouvinte fica confuso onde deveria realmente entrar..imagine essa historia em outra língua com varias gírias….Nos perdemos por duas vezes nesses caminhos tortuosos. Chegamos uns 20 minutos atrasados em Stonehenge. Foi possível, a olho nu, ver a atração principal (e única na verdade). Trata-se de pedras imensas sobrepostas como um dominó gigante. Ninguém sabe como isso foi parar aí e existe dúvida de quando foi colocado. Os arqueólogos acreditam que sua construção possa ter ocorrido por volta de 3000 a.c. Se por um lado alguns dizem que foram os povos antigos, por outro até há quem diga que foi feito por extraterrestre. Infelizmente nossa foto não ficou tão boa, por isso não vamos postá-la aqui, mas temos certeza que voltaremos lá um dia. A escuridão do local onde cerca a famosas pedras nos expulsou de volta para Londres. Curtimos a viagem de volta, por um caminho diferente. Muito mais longo que na ida, mas ficamos com o sabor agradável de passear de carro europeu nas ruas charmosas de Londres.


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