De Stone Town, Zanzibar, pegamos o Ferry e voltamos para Dar Es Salam, mais 2:30hs de viagem. Claro que antes de sair de Zanzibar negociamos com o gerente do hotel (agora com h minúsculo) uma compensação.
Quando chegamos de volta a Dar es Salam, não perdemos tempo: deixamos as malas novamente no já familiar albergue e partimos para explorar a cidade. Dar es Salam é a maior cidade da Tanzânia, apesar de não ser a capital. É uma cidade portuária, cheira a peixe e é muito menor do que eu imaginava. Talvez por ter tido uma passagem pelo socialismo, os prédios são muito baixos, estilo “Stálin”. Alguns prédios novos estão surgindo, a maioria hotéis. A rua principal, que eles chamam de “avenida dos bancos” não passa de uma rua não muito larga, com prédios feios e baixos.
É quase uma rua normal de um bairro normal em São Paulo. Talvez uma rua de comércio da Moóca. Pela primeira vez em uma viagem, resolvi sair pelas ruas com a camisa do Brasil. O assédio não é tão grande como no oriente médio, mas algumas pessoas ainda dão uns gritos de “Kaká”. O fato é que só o fato de ser “muzungu” já é o bastante para eles te tratarem como turista. Por esse motivo, não fiquei preocupado com a camisa. O fato é o que o calor é tão grande que todas as camisetas à mão serão utilizadas, principalmente a da seleção que faz transpirar menos.
Se por um lado a cidade não é tão desenvolvida, por outro tem uma orla magnífica. E, mais interessante, uma orla que não parece ter uma conexão com a cidade. Ela está totalmente intacta, isolada, sem beneficiamentos, comércio, etc. Para citar como exemplo, é o oposto de uma praia de Copacabana: têm a areia, um calçadão com algumas barracas, uma ciclovia, uma avenida e vários prédios disputando a tapa por um pedacinho de vista. Em Dar es Salam é como se o mar não fosse algo atrativo, desconexo. Talvez isso tenha a ver com o caráter tradicionalista do povo local, que normalmente não usa sunga na praia, nunca usa shorts, e não parece ter o costume de fazer “farofa” familiar na areia. Isso nos impressionou muito.
Vimos alguns indianos, também imigrantes por ali, fazendo cooper pela orla, e alguns casais de mulçumanos conversando e vendo o por do sol, mais nada. Seguimos nosso percurso contornando toda a orla, passando pelo mercado de peixe, por alguns prédios interessantes do governo local e terminamos o percurso no terraço esplendoroso um hotel cinco estrelas no centro da cidade. Lá pudemos observar toda a cidade, no momento do por do sol. Levaremos uma vista romântica de Dar es Salam.
July,
que engraçado: “muzungu” !!!
Taí, m bom apelido.
Rs…
Vou chamar o Léo de muzungu !
Bjs
Cris
Fala Edu, tudo bem ?
Cara, muito legal seu blog. Meus parabéns ! Dei uma lida durante a aula (até porque a de cultura organizacional foi uma viagem) e vou ler com mais tempo depois.
Inclusive sugeri seu blog no meu (que é bem mais modesto, rss..). Depois dá uma olhada lá.
Volto a dizer, parabéns !
Abraço,
Léo