Hong Kong

O fato é que Hong Kong espanta. É difícil descrever, mas é fácil encontrar

elementos de outros paises para explicar. Hong Kong tem a geografia do

Rio de Janeiro, isso inclui o calor, os morros (mas morros sem favelas e

com florestas intactas); a paisagem de mar de Angra dos Reis

(barquinhos e diversos tipos de embarcação); a orla de Mônaco (nunca

fui até lá, mas já vi nas corridas de fórmula 1); a organização interna

(transporte, tráfego, sinalização, etc) da Inglaterra (afinal, era uma

colônia Inglesa); o consumo fervoroso (mas muito fervoroso!) de Nova

York. Isso também inclui os arranha-céus. E, por último, a quantidade de

pessoas da China.

HK é dividido em duas grandes partes: Kowloon e a ilhinha de HK. Nosso

hotel estava situado bem próximo da avenida principal, Nadan Road, em

Kowloon. Em torno dessa avenida, tenho certeza, deve ser o consumo

mais fervoroso de eletrônicos e roupas do mundo. São milhões de

painéis eletrônicos de diversas marcas e uma infinidade de lojas. O

atendimento é bem melhor que na China continental. Hong Kong é, na

verdade, um shopping a céu aberto. Em tudo quanto é lugar, nos menos

imagináveis, é possível encontrar um shopping. Dentro de uma luta

constante entre apenas conhecer a Hong Kong consumista (e consumir, é

em nosso primeiro dia, antes dos luminosos funcionarem, fomos até

o Pico Vitória. Para chegar lá, primeiro, pegamos um metro que

atravessou por túnel o canal, e depois pegamos um funicular, parecido

com o do Corcovado, mas com inclinação duas vezes maior, parece

que vai tombar para trás (fica todo mundo apreensivo). Lá em cima é

possível ter uma vista maravilhosa, mas o tempo estava meio nublado.

E, claro, lá também tem um shopping enoooorme. A nossa agradável

surpresa foi descobrirmos um caminho de terra que circula o pico em

aproximadamente 3 quilômetros. Valeu toda a viagem. Foi um passeio

encantador, pode-se ver toda a cidade, os barquinhos, a baia, os

arranha-céus, e os moradores fazendo cooper nessa floresta intacta!

Descemos o pico e andamos pela ilha HK, driblando os arranha-céus e

se encantando com a paisagem da baia. Tudo é muito limpo,

organizado e escrito em três línguas: inglês, mandarim e cantonês.

Realmente é confuso olhar para os prédios, e logo atrás, os morros, e

não pensar que está numa Rio de Janeiro segura. E isso se amplia

quando de repente se encontra brasileiros pela rua, também comum

por aqui. É que HK é uma cidade de conexões de empresas aéreas.

Boa parte dos vôos provenientes da Ásia em direção a Europa ou EUA

Pela noite, voltamos de barco para a Kowloon, o que vale uma vista dos prédios todos iluminados, com muito mais quantidade do que os

prédios de Xangai. É que aqui, o negócio está mais adiantado que Xangai.

Nosso último dia foi de preparativos para a volta à Europa, onde aí sim, é possível voltar ao Brasil. Planejamos ficar descansando, tudo bem

calmamente. Foi difícil: ficamos arrumando malas para não pagar excesso e tratando de burocracias de passagens, liga para cá, liga para lá,

tentando resolver obrigações de check in exigidos pelas empresas aéreas dessa região. Nossa próxima parada, Londres, nos retornará mais 7

horas de fuso horário em 14 horas de viagem.

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